19 de julho de 2018

“Mulheres Migrantes: entre fronteiras físicas e sociais” – Resenha n° 97 – 4° trimestre de 2014 -Tuíla Botega

Tradicionalmente as mulheres ocuparam um lugar de invisibilidade nos estudos migratórios, entretanto, nas análises mais recentes, e considerando o contexto atual de globalização, a participação feminina vem ganhando cada vez mais relevância.

Mais do que aos aspectos quantitativos, tendo em vista que as mulheres representam mais da metade da população migrante do mundo, as implicações sociais, as questões de integração e tantos outros aspectos que marcam a vida e vivência das pessoas em diáspora, e que assumem uma especificidade própria no que diz respeito às mulheres, merecem a atenção.

O gênero, juntamente com outras categorias, se estabelece como um princípio classificatório que atravessa o movimento migratório e configura as oportunidades para homens e mulheres no decorrer desse processo, ou seja, desde o momento da partida, a escolha de quem vai migrar, os motivos da migração, a permanência ou o retorno ocorrem articulados numa rede de relações que envolvem gênero, parentesco e geração (ASSIS, 2011).

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