Um olhar sobre gênero, migração e deficiência: a participação do CSEM na 13˚ edição do Seminário Internacional Fazendo Gênero

Nos dias 29 de julho a 02 de agosto Florianópolis sediou a 13˚ edição do Seminário Internacional Fazendo Gênero, organizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por iniciativa do Instituto de Estudos de Gênero (IEG), em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Na primeira edição presencial após o período de pandemia, o evento reuniu mais de 6 mil pessoas de vários estados do Brasil e países, com destaque para a América Latina.

Com otema “Fazendo Gênero 13 contra o fim do mundo: anticolonialismo, antifascismo e justiça climática”, o evento em formato híbrido, contou com quatro conferências, 45 mesas-redondas, 184 simpósios temáticos, 2 mil e 800 comunicações orais, 200 posters, além de uma tenda temática, feira de economia solidária, minicursos, oficinas, lançamentos de livros e a Marcha Mundo de Mulheres.

O evento foi importante para divulgar as produções da pesquisa Salud mental y mujeres migrantes retornadas condiscapacidad y mujeres cuidadoras de migrantes retornados con discapacidad, desenvolvida pelo CSEM em parceria com a Pastoral de Movilidad Humana de Honduras desde 2020, bem como uma oportunidade de aproximação a temas trabalhados na pesquisa como maternidade, cuidado e migrações, a partir de uma perspectiva feminista.

Dentre a vasta programação do evento, destaca-se o Minicurso Gênero, migrações e os desafios da pesquisa feminista, ministrados pelas professoras Glaucia Assis e Maria Catarina Zanini e o ST Migraciones, trabajo y género: una mirada interseccional desde latinoamérica, siglos XX-XXI, coordenados por Antonella Delmonte, Ludmila Scheinkman e Clara Lemme. Foi neste grupo de trabalho que o working paper “¿Cómo seguir adelante?”: Uma análise da trajetória de mulheres retornadas com deficiência em Honduras, de autoria de Tuila Botega e Barbara Marques, pesquisadoras do CSEM, foi apresentado.

O objetivo do trabalho foi analisar não somente às barreiras enfrentadas nos processos de reintegração, mas, principalmente, evidenciar as dimensões que perpassam o processo de reconstrução da vida de mulheres retornadas com deficiência devido a acidentes sofridos na rota migratória. Dessa forma, o “seguir adelante” não tem um único sentido e significado, e se apresenta como um processo complexo que perpassa diferentes dimensões como:

  • a saúde física e mental, considerando a recuperação da autoestima e o acesso a próteses, bem como a vivência da fé;
  • a dimensão do trabalho e o papel de provedora para as mulheres como uma forma de exercer o cuidado sobre seus filhos em suas maternidades;
  • o engajamento na luta coletiva para reivindicar o acesso a direitos das pessoas retornadas com deficiência.

Leia o resumo do artigo e mais informações sobre o Grupo de Trabalho aqui.

Com informações de:

https://www.fg2024.eventos.dype.com.br/https://catarinas.info/maior-seminario-internacional-de-genero-no-brasil-vai-receber-6-mil-em-florianopolis/

pt_BRPortuguese
Pular para o conteúdo