08 de fevereiro é considerado pela Igreja Católica como o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. A data foi criada pelo Papa Francisco em 2014 e coincide com o dia de memória de Santa Josefina Bakhita.
A International Conference on Migration and Refuge (ICoMiR), conferência internacional do CSEM voltada à reflexão sobre mobilidade humana e direitos humanos, terá sua próxima edição de 4 a 7 de fevereiro de 2027, nas Filipinas, chamando atenção, entre outros temas, para o tráfico de pessoas, em alinhamento com o marco simbólico do dia 8 de fevereiro.
O tráfico de pessoas e a escravidão moderna são crimes não só diante as leis, são chagas que continuam ferindo a humanidade. Pessoas em maior situação de vulnerabilidade como migrantes, sobretudo crianças desacompanhadas, seguem sendo tratadas como bens materiais em vez de seres humanos.
Santa Josefina Bakhita foi sequestrada por traficantes aos 9 anos. Ela foi revendida diversas vezes até chegar na Itália. Lá, foi ordenada a acompanhar a filha dos seus “donos” na Congregação das Irmãs Canossianas. Ao entrar em contato com o catolicismo, ela tomou uma decisão que muda o rumo da sua vida. Bakhita pleiteia ao tribunal de Veneza por sua libertação para que permanecesse com as Irmãs
O sorriso e sua dedicação em divulgar a fé católica sempre estiveram presentes em sua vida. Seu testemunho de fé ecoa até hoje em tantas vidas afligidas pelos males que Santa Josefina Bakhita lidou no século XIX.
Segundo o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas, publicado em 2024 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, houve um aumento significativo nos casos de meninas traficadas, sendo que do total de casos identificados, 60% seriam para fins de exploração sexual e mais de 20% para exploração laboral.
Em mensagem para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, o Papa Leão XIV nos convida a nos inspirarmos em Santa Josefina Bakhita e nos engajar construção de um mundo “onde a paz não seja apenas a ausência de guerra, mas seja ‘desarmada e desarmante’, enraizada no pleno respeito pela dignidade de todos”.

