SÃO PAULO: Casa Madre Assunta abre as portas para recém-chegados de Roraima

De acordo com dados divulgados pela A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em janeiro deste ano, o Brasil recebeu mais de 37 mil refugiados venezuelanos. 

Um grupo de 23 venezuelanos, entre homens, mulheres e crianças, são recém-chegados na Casa Madre Assunta, localizada na Vila Prudente, em São Paulo – SP.

Há quase 2 anos, o antigo Orfanato, no qual viveu e morreu a bem-aventurada Assunta Marchetti, co-fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlo Borromeo Scalabrinianas, abraçou o Projeto Caminhos de Solidariedade da Igreja Católica que visa acolher, proteger, promover e integrar famílias venezuelanas refugiadas no Brasil. Esse novo lar, temporário, é uma adaptação do anexo onde funcionava uma escola de Ensino Fundamental, agora com lavanderia compartilhada, quartos e cozinha.

Uma vez acolhidos na Casa, as famílias podem permanecer por três meses enquanto buscam emprego e moradia. Este período pode ser prorrogado de acordo com o histórico de cada um.

Tudo começou com a chegada do primeiro grupo de migrantes, em 15 de fevereiro de 2019. “O projeto teve início por iniciativa do setor do Apostolado, da Província Maria, Mãe dos Migrantes, naquele período, coordenado por Irmã Janete Ferreira. Atendendo ao apelo da CNBB, para que as Congregações Religiosas e paróquias abraçassem o Projeto Caminhos de Solidariedade e acolhessem pessoas vindas da Venezuela, foi viabilizada parte da Casa de Acolhida Madre Assunta para este fim”, explica a coordenadora da missão, a Irmã Dirce de Oliveira.

Desde então, as Scalabrinianas já acolheram 8 grupos de pessoas e, de acordo com a coordenação, todas as famílias conseguiram se estabelecer em São Paulo ou no interior, com casa e emprego.

“As grandes realizações estão em sintonia com o objetivo do projeto: Acolher e promover. Todas as famílias conquistaram um espaço próprio, casas, e um emprego com o qual pudessem se sustentar autonomamente”, relata Irmã Dirce.

Ainda, segundo a Religiosa, o projeto tem o apoio de todas as Irmãs Scalabrinianas, além da assistência de apoiadores da sociedade do bairro Vila Prudente e de outras regiões que tomam conhecimento do Projeto. “Tanto quanto é possível, são oferecidos meios para [os refugiados] se integrarem. Sobretudo facilitando a documentação, escola para as crianças, distribuição de currículos e outros meios para que possam se sentirem acolhidos e buscarem a independência por meio da ajuda recebida”.

A integração das pessoas em situação de migração e refúgio sempre foi uma preocupação da Igreja Católica, que se fundamenta no Evangelho de Mateus, no discurso de Jesus sobre o juízo final: “Eu era migrante e me acolheste” (MT25, 35).

De acordo com dados divulgados pela A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em janeiro deste ano, o Brasil recebeu mais de 37 mil refugiados venezuelanos.

Fonte: Imprensa Scalabriniana

 

Missionárias Scalabrinianas

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