Novos conflitos no Iêmen obrigam milhares a abandonar suas casas

 Porta-voz da Agência da ONU para Refugiados fala em “condições abismais” no país; somente nas últimas seis semanas, mais de 62 mil civis tornaram-se deslocados; situação está pior em Taiz, na costa oeste.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

O porta-voz da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, declarou esta sexta-feira que a intensificação da violência nas zonas oeste e central do Iêmen continuam forçando milhares de pessoas a abandonar suas casas.

Em Genebra, William Spindler afirmou que muitos iemenitas estão lutando para sobreviver em “condições abismais”. Mais de 62 mil pessoas ficaram desalojadas nas últimas seis semanas.

Falta de abrigos

A situação é pior em Taiz, na costa oeste, onde quase 48,5 mil pessoas estão deslocadas. A maioria precisa urgente de assistência e estão abrigadas em escolas, centros de saúde ou em prédios inacabados.

Segundo o Acnur, muitos desalojados sofrem com a desnutrição e também precisam de assistência psicossocial. A falta de saneamento está causando algumas doenças, como problemas de pele.

Verba

A agência da ONU fornece abrigo e itens de ajuda para os civis em Taiz, como colchões, cobertores e utensílios de cozinha. Até o momento, 14 mil foram beneficiados. Já as tendas de abrigo foram entregues para mais de 18 mil pessoas.

Mesmo com os confrontos, o Acnur continua pedindo mais acesso dentro de Taiz, para poder ajudar um número maior de civis. Ao todo, o Iêmen tem 2 milhões de deslocados internos e um adicional de 1 milhão que dependem de assistência.

Com a falta de apoio internacional, o Acnur está muito preocupado com a chance de conseguir responder à crise de deslocamento no Iêmen. A agência recebeu somente 7% do seu orçamento para este ano.

Fonte: Rádio ONU

By | 2017-03-14T12:26:46+00:00 14 de março de 2017|Uncategorised|0 Comments