14 de junho de 2017

 O chefe da Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) disse que pelo menos 17 mil deslocados internos são protegidos pela operação de paz sendo a maioria muçulmana do bairro de Tokoyo. 

O Conselho de Segurança da ONU ouviu o informe sobre a República Centro-Africana, que destaca a situação “extremamente precária” na cidade de Bangassou. Esta terça-feira (13), o surto de violência completa um mês.

África 21 Digital, com ONU News

O representante do secretário-geral no país, Parfait Onanga-Anyanga, disse que os elementos da milícia anti-Balaka continuam a representar uma “grave ameaça aos civis” e às forças da paz na área já controlada pelos soldados de paz.

O chefe da Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) disse que pelo menos 17 mil deslocados internos são protegidos pela operação de paz sendo a maioria muçulmana do bairro de Tokoyo.

O enviado destacou haver “provas perturbadoras” de perseguição sistemática com motivação étnica contra o grupo fulani e que várias pessoas da comunidade deslocada vivem em condições deploráveis. Mais de 7 mil pessoas pediram abrigo na vizinha República Democrática do Congo.

Os atos em Bangassou ocorreram de forma “cuidadosamente planejada” por grupos armados apoiados pelo que Ananga chamou “políticos perturbadores que demonstraram intenção de realizar uma limpeza étnica de fato da cidade”.

Risco

Onanga-Anyanga disse estar profundamente preocupado com o risco de agravamento da “já terrível situação humanitária”, caso as autoridades centro-africanas não facilitem o retorno dos deslocados e refugiados às suas casas.

O país tem o maior número de necessitados por pessoa do mundo. Trata-se da metade dos centro-africanos, ou 2,2 milhões de pessoas, que precisam de assistência ou enfrentam insegurança alimentar.

O informe relata melhorias no rastreamento, nos registos de informação e na coordenação de respostas que agora “ajudam a prestar melhor apoio às vítimas de abuso e exploração sexual e baixam o número de novas alegações”.

Onyanga-Ananga disse que a tolerância zero funciona mas que a intenção é “chegar a zero caso, ao fim da impunidade para os atos incluindo nos países que contribuem com tropas e policiais, ou em relação aos civis.”

Fonte: África 21 Digital