29 de março de 2020

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresenta cinco motivos para ninguém esquecer dos refugiados no combate à COVID-19. As 25,9 milhões de pessoas refugiadas no mundo foram forçadas a abandonar suas casas para fugir de conflitos armados, violência e violação dos direitos humanos. Para elas, voltar para seus lares e cidades em segurança não é uma opção.

Além disso, mais de três quartos dos refugiados vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia, onde os sistemas de saúde e saneamento básico de muitos locais já estão sobrecarregados.

Confira os cinco motivos para não esquecer dos refugiados no combate à COVID-19:

1. Para mais de 70 milhões de pessoas, voltar para casa não é uma opção

Em todo o mundo, mais de 70 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas para fugir de conflitos armados, violência e violação dos direitos humanos. Para elas, voltar para seus lares e cidades em segurança não é uma opção.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está em mais de 130 países oferecendo assistência e proteção às pessoas que deixaram tudo para trás. Todos os dias, o ACNUR trabalha para salvar vidas e continuar protegendo aqueles que foram forçados a fugir de quaisquer riscos: doenças, conflitos ou outros perigos que ameaçam a vida humana.

2. Mais de 80% dos refugiados do mundo vivem em países em desenvolvimento

Isso significa que os sistemas de saúde e saneamento básico de muitos países que acolhem refugiados já estão sobrecarregados. Nenhum país pode resolver sozinho o problema do coronavírus e precisamos ajudar uns aos outros para enfrentar este desafio global.

3. Os campos, assentamentos e abrigos para refugiados estão superlotados

A cada dois segundos uma pessoa é forçada a deixar para trás sua casa, emprego e entes queridos. Diariamente, homens, mulheres e crianças continuam chegando aos campos, assentamentos e abrigos para escapar da escalada da violência em várias partes do mundo. A superlotação desses espaços representa um desafio adicional na luta contra a COVID-19, uma vez que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes de conter a doença. Através de doações, o ACNUR pode melhorar a estrutura desses espaços, dando aos refugiados melhores condições em termos de higiene e acesso a serviços médicos.

4. Idosos estão entre os refugiados mais vulneráveis do mundo

Os idosos são o grupo mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. Durante crises, eles têm direitos e necessidades urgentes. No exílio, muitas vezes estão separados de suas famílias e não contam com uma rede de apoio, o que aumenta ainda mais sua vulnerabilidade. O ACNUR trabalha para garantir que os refugiados mais vulneráveis tenham acesso a serviços básicos, para que vivam com dignidade e em segurança.

5. O mundo enfrenta um inimigo invisível, mas conflitos armados não pararam

O novo coronavírus ameaça a todos, independentemente de nacionalidades, etnias, credos ou posicionamentos políticos. Enquanto isso, conflitos armados brutais continuam ameaçando a vida humana em vários países do mundo. Assim, os refugiados e as pessoas deslocadas por conflitos violentos encontram-se numa situação de dupla vulnerabilidade e, mais do que nunca, precisam da nossa solidariedade e compaixão.

ACNUR