3 de março de 2017

 Após os ataques xenófobos recentes na África do Sul, têm-se registado saques às lojas de estrangeiros em Jeppestown , nos arredores de Joanesburgo. Uma moçambicana foi vítima dos ataques e viu a sua residência reduzida a cinzas.

Após os ataques xenófobos recentes na África do Sul, têm-se registado saques às lojas de estrangeiros em Jeppestown , nos arredores de Joanesburgo. Uma moçambicana foi vítima dos ataques e viu a sua residência reduzida a cinzas.

Uma moçambicana foi vítima destes ataques e viu a sua residência reduzida a cinzas na sequência de um incêndio provocado por nacionais que protagonizaram manifestações contra estrangeiros no país.

De acordo com o jornal moçambicano Notícias, o Alto-Comissário Moçambicano na África do Sul, Paulino Macaringue, avançou que ela residia em Pretória com um filho menor e terá perdido todos os bens no incêndio, tendo escolhido regressar a Moçambique.

As manifestações de sexta-feira ocorreram após uma onda de violentos incidentes durante os quais foram saqueados e incendiados edifícios ocupados por estrangeiros, os quais são acusados de serem responsáveis pelo tráfico de drogas e prostituição. O presidente Jacob Zuma e vários líderes condenaram estes ataques.

É de recordar que as duas grandes manifestações de xenofobia registadas até aqui, na África do Sul, tiveram como vítimas cidadãos moçambicanos. Em 2008, Ernesto Nhamuave foi queimado vivo e, em 2015, Emmanuel Sithole foi esfaqueado até a morte.

As manifestações contra os imigrantes são recorrentes na África do Sul, um país que acolhe vários milhões de estrangeiros, muitas vezes acusados de ocupar os postos de emprego e de alimentar a criminalidade.

A África do Sul conheceu, em 2008, uma vaga de violência xenófoba, considerada como a mais grave, que matou 62 pessoas.

Fonte: RFI