Mundo afora, diversos serviços online se espalham para auxiliar pessoas em situação de mobilidade

Segundo os últimos dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) de 2019, existem mais de setenta milhões de pessoas no mundo que se deslocaram de suas nações de maneira forçada por conflitos políticos, sociais e ambientais. Essa população chega aos países em situação de vulnerabilidade, sem acesso aos meios e informações essenciais para sua sobrevivência, na maioria dos casos sem compreender o idioma de seu destino.

A partir de sua chegada, se inicia uma longa jornada desses refugiados(as) junto a organizações da sociedade civil e governos, que se articulam para acolher e promover o acesso aos serviços básicos de documentação, saúde, trabalho e educação. Entretanto, a maior dificuldade e principal necessidade dessas pessoas durante sua trajetória de migração é alcançar tais informações e usufruir desses direitos.

Nesse sentido, a internet é um dos principais canais que disponibiliza tais esclarecimentos. Muitas dessas pessoas compartilham aparelhos celulares para se comunicar, segundo pesquisa da ACNUR de 2016, 93% desses povos vive em locais com cobertura de rede, porém, possuem 50% menos de chances de possuir um aparelho com conexão à internet do que a população em geral. No Brasil, 70% dos refugiados(as) e migrantes venezuelanos têm acesso a um celular.

Plataformas online como sites e aplicativos são criados para garantir maior alcance e facilitar o acesso à localização, serviços relacionados a documentação, moradia, saúde, assistência social e jurídica e educação. Os refugiados(as) que chegam em solo brasileiro podem solicitar o reconhecimento de sua condição pelo sistema online SISCONARE, e o site HELP, da ACNUR, divulga informações em cinco idiomas – português, inglês, espanhol, francês e árabe.

Durante a pandemia do novo Coronavírus, muitos refugiados(as) já estabelecidos também utilizam os meios online para se manterem financeiramente e promover a valorização de sua cultura e o compartilhamento de seus conhecimentos, oferecendo de cursos de idiomas, aulas de gastronomia, oficinas de dança, música e poesia.

Algumas dessas plataformas são o Migraflix de capacitação profissional e geração de renda, Open Taste que articula uma rede de chefes do mundo inteiro compartilhando conhecimentos gastrônomicos e a ONG Abraço cultural, que oferece cursos de idiomas e cultura.

No Brasil e mundo afora diversas outras plataformas divulgam informações essenciais:

 

Luana G. Silveira
Equipe de comunicação – CSEM