Foto: Lec News

Em 1973, após a queda do governo de Salvador Allende, presidente eleito democraticamente no Chile em 1970 e derrubado por um golpe de Estado, estabeleceu-se no país uma ditadura militar que causou a fuga de aproximadamente um milhão de chilenos. 

Para a professora Carla Figueroa, da Universidad de Concepción, Chile, o professor José Berrios-Riquelme (Universidade de Tarapacá – Chile) e o pesquisador Carlos Rivera, do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Arturo Prat (Chile), tal deslocamento forçado, determinado pelas medidas opressoras, violentas e criminosas impostas pela ditadura no país, é determinado como um exílio, e em seu artigo “El asilo contra la opresión: El caso de los chilenos exiliados que se asentaron en la ciudad de Malmö (Suecia)”, os autores reforçam a necessidade de se entender o exílio como uma violação dos direitos humanos. 

O artigo, que faz parte do dossiê “Olhares Psicossociais sobre Migrantes e Refugiados”, do volume 27 da Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (REMHU), é resultado da pesquisa dos autores que indagaram chilenas e chilenos que se refugiaram na cidade de Malmö (Suécia) durante o período ditatorial, sobre sua adaptação no país e sua vida nos diferentes estágios do exílio. 

Atualmente, o território sueco acolhe a maior comunidade chilena da Europa, e o exílio dessa população é considerado o maior êxodo do Chile. As pessoas que fugiram do regime que se prolongou por dezessete anos e pretendia enfraquecer o setor político comprometido com a mudança social no país, encontraram na Suécia um país empenhado em oferecer asilo. Houve um período de integração dos(as) migrantes na sociedade sueca, com medidas voltadas à tal causa, como o ensino da língua durante o horário de trabalho, por exemplo. Além disso, é importante salientar que o país recebe migrantes e refugiados(as) desde a depressão de 1930, e no início da década de 1950, a Suécia emergiu com um alto nível de qualidade de vida, estabilidade social, econômica e política, que são grandes fatores de atração. 

Após entrevistas com pessoas que de nacionalidade chilena e status de refugiado(a) político durante a década de 1970, residentes da cidade de Malmö, Suécia, os pesquisadores constataram que a identidade desse povo foi reconstruída coletivamente após o fim da ditadura e que essa reconstrução está intimamente ligada aos mecanismos de sobrevivência utilizados pelos mesmos. 

 

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Luana G. Silveira
Comunicação – CSEM