The Issue n. 66 of the Journal (December 2022), will be published with a Dossier on “Migration and Art“. Deadline for submission of articles, August 10, 2022.

Artistic expressions have the potential to generate feelings, emotions, reflections and even critical thoughts about society. In the words of Mouffe (1999) they are “a powerful way of politicizing private matters, making them public”. Art reveals subjects, emphasizes their singularities, promotes empathy, allows listening to the other, beyond political and legal paradigms – and typifications. Art challenges, questions, disturbs, demanding a position on the part of the interlocutor.

Art can be expressed in the most varied ways, through artistic interventions, music, theater, cinema, literature, graffiti, poetry, dance and photography, for example. Artistic expressions allow an approximation and social connection. In this sense, art manages to convey feelings, meanings, ways of occupying, experiencing and being in the world. Therefore, artistic phenomena are connected to the general dynamics of human experience, thus being able to bring together common experiences (Geertz, 2007).

In the universe of migrations and mobility, the artistic expressions promoted by and about migrants around the world reflect their lived experiences, their subjectivities, and provide an understanding of how they understand the society of origin, the challenges faced on the way, the insertion in the land of arrival. and even the way they are seen by the natives (Baily, 2006). Art is also an instrument for denouncing the discrimination and violations suffered, for remembering what tends to be forgotten or camouflaged (Ciurlo, 2021), for reinvigorating desired horizons. By connecting and portraying lived experiences, art can bring people who are unaware of the reality of migrant people together, promoting spaces for meeting and dialogue.

In these perspectives, this dossier aims to bring together works that deal with the relationship between migration/mobility and art, seeking to understand how artistic compositions help us to think about the migration issue, accessing affective, emotional and cognitive experiences with a political and reflective bias. The most diverse forms of art can be explored, as long as they are related to the migratory theme.

Some topics that can be delved into in the articles, although not exclusive, are the following:
– Art as a political movement of denunciation and awareness
– Art and social transformation
– Art as a therapeutic reception for migrants
– Art as an instrument of communication, dialogue and integration
– Art as memory
– Artistic manifestations about migrations and mobility (music, theater, cinema, literature, graffiti, poetry, dance and photography)
– Artistic manifestations of migrant people (music, theater, cinema, literature, graffiti, poetry, dance and photography)

The article (between 35 and 45 thousand characters with spaces) can be written in English, Italian, Portuguese, French or Spanish. The article should be unpublished and will be evaluated by two referees. Other information such as bibliographic standards with which all authors are obliged to comply may be found on the REMHU website or on the website of SciELO (Submissions | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)).

Manuscripts should be submitted online at: http://www.csem.org.br/remhu.

Bibliography
BAILY, John; COLLYER, Michael. Introduction: Music and Migration. Journal of Ethnic and Migration Studies, v. 32, n. 2, p. 167-182, 2006.
CIURLO, Alessandra. L’arte nella costruzione della memoria collettiva colombiana: l’apporto della diaspora in Europa. REMHU, Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, v. 29, n. 62, pp. 63-78, 2021.
GEERTZ, Clifford. A arte como um sistema cultural. In: O saber local: Novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: Vozes, 2007 [1983].
MOUFFE, Chantal. Pluralismo artístico e democracia radical. Diálogo de Chantal Mouffe com Marcelo Espósito. Democracia radical. Cad. EscLegisL, Belo Horizonte, v. 5, n. 9, p. 75-87, jul./dez. 1999.

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número 66 da Revista REMHU, de dezembro de 2022, incluirá um dossiê sobre o tema: “Migração e arte” (data limite para entrega dos artigos, 10 de agosto de 2022).

As expressões artísticas possuem a potencialidade de gerar sentimentos, emoções, reflexões e, inclusive, pensamentos críticos sobre os fenômenos. Nas palavras de Mouffe (1999) são “um modo poderoso de politizar assuntos privados, convertendo-os em públicos”. A arte revela sujeitos, ressalta suas singularidades, promove empatia, permite a escuta do outro, para além dos paradigmas – e das tipificações – políticos e jurídicos. A arte interpela, questiona, perturba, exigindo uma tomada de posição por parte do interlocutor.

A arte pode se expressar das mais variadas maneiras, por intervenções artísticas, música, teatro, cinema, literatura, grafite, poesia, dança e fotografia, por exemplo. As expressões artísticas permitem uma aproximação e conexão social. Nesse sentido, arte consegue transmitir sentimentos, significados, formas de ocupar, experimentar e ser no mundo. Por isso, os fenômenos artísticos se conectam a dinâmica geral da experiência humana, podendo, assim, congregar experiências acerca de um fenômeno comum (Geertz, 2007).

No universo das migrações e da mobilidade, as expressões artísticas promovidas por e sobre migrantes em todo mundo refletem suas experiências vividas, suas subjetividades, e propiciam entendimento sobre como compreendem a sociedade de origem, os desafios enfrentados nos trajetos, a inserção na terra de chegada e, inclusive, a forma como são vistos pelos autóctones (Baily, 2006). A arte é também um instrumento de denúncia das discriminações e violações sofridas, de memória do que tende a ser esquecido ou camuflado (Ciurlo, 2021), de revigoramento dos horizontes almejados. Ao se conectar e retratar às experiências vividas, a arte pode aproximar pessoas que desconhecem a realidade das pessoas migrantes, promovendo espaços de encontro e interlocução.

Nestas perspectivas, este dossiê visa reunir trabalhos que tratem da relação entre migração/mobilidade e arte, buscando compreender como as composições artísticas nos ajudam a pensar a questão migratória, acessando experiências afetivas, emocionais e cognitivas com viés político e reflexivo. Podem ser exploradas as mais diversas formas de arte, desde que relacionadas à temática migratória.

Alguns tópicos que podem ser aprofundados nos artigos, embora não exclusivos, são os seguintes:

– Arte como movimento político de denúncia e conscientização

– Arte e transformação social

– Arte como acolhimento terapêutico aos migrantes

– Arte como instrumento de comunicação, interlocução e integração

– Arte como memória

– Manifestações artísticas sobre migrações e mobilidades (música, teatro, cinema, literatura, grafite, poesia, dança e fotografia)

– Manifestações artísticas de pessoas migrantes (música, teatro, cinema, literatura, grafite, poesia, dança e fotografia)

artigo pode ser escrito em português, italiano, espanhol ou inglês e será avaliado por dois referees. As normas de publicação e submissão estão disponíveis em Submissões | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

Os artigos devem ser enviados à Revista REMHU pelo site de submissão eletrônica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

 

Referências bibliográficas

BAILY, John; COLLYER, Michael. Introduction: Music and Migration. Journal of Ethnic and Migration Studies, v. 32, n. 2, p. 167-182, 2006.

CIURLO, Alessandra. L’arte nella costruzione della memoria collettiva colombiana: l’apporto della diaspora in Europa. REMHU, Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, v. 29, n. 62, pp. 63-78, 2021.

GEERTZ, Clifford. A arte como um sistema cultural. In: O saber local: Novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: Vozes, 2007 [1983].

MOUFFE, Chantal. Pluralismo artístico e democracia radical. Diálogo de Chantal Mouffe com Marcelo Espósito. Democracia radical. Cad. EscLegisL, Belo Horizonte, v. 5, n. 9, p. 75-87 ,jul./dez. 1999.

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El número 66 de la Revista REMHU, de agosto de 2022, incluirá un dossier sobre el tema: “Migración y arte” (data límite para entrega de los artículos, 10 de agosto de 2022).

Las expresiones artísticas tienen el potencial de generar sentimientos, emociones, reflexiones e incluso pensamientos críticos sobre los fenómenos. En palabras de Mouffe (1999) son “una forma poderosa de politizar los asuntos privados, hacerlos públicos”. El arte revela a los sujetos, resalta sus singularidades, promueve la empatía, permite escuchar al otro, más allá de los paradigmas políticos y legales y las tipificaciones. El arte desafía, cuestiona, perturba, reclama una posición del interlocutor.
El arte se puede expresar de diversas formas, a través de intervenciones artísticas, música, teatro, cine, literatura, graffiti, poesía, danza y fotografía, por ejemplo. Las expresiones artísticas permiten una aproximación y conexión social. En este sentido, el arte logra transmitir sentimientos, significados, formas de ocupar, experimentar y estar en el mundo. Por tanto, los fenómenos artísticos están conectados a la dinámica general de la experiencia humana, pudiendo así conjugar experiencias sobre un fenómeno común (Geertz, 2007).
En el universo de las migraciones y la movilidad, las expresiones artísticas impulsadas por y sobre los migrantes alrededor del mundo reflejan sus vivencias, sus subjetividades, y brindan una comprensión de cómo entienden la sociedad de origen, los desafíos que enfrentan en los caminos, la inserción en el tierra de llegada e incluso la forma en que son vistos por los autóctonos (Baily, 2006). El arte es también un instrumento para denunciar las discriminaciones y violaciones sufridas, para recordar lo que tiende a ser olvidado o camuflado (Ciurlo, 2021), para revitalizar los horizontes deseados. Al conectar y retratar experiencias vividas, el arte puede acercar a personas que desconocen la realidad de las personas migrantes, promoviendo espacios de encuentro y diálogo.
Desde estas perspectivas, este dossier pretende reunir trabajos que abordan la relación entre migración / movilidad y arte, buscando comprender cómo las composiciones artísticas nos ayudan a pensar en el tema migratorio, accediendo a experiencias afectivas, emocionales y cognitivas con un enfoque político y reflexivo. Se pueden explorar las más diversas formas de arte, siempre que estén relacionadas con el tema migratorio.
Algunos temas que se pueden explorar en los artículos, aunque no son exclusivos, son los siguientes:
– El arte como movimiento político de denuncia y sensibilización
– Arte y transformación social
– El arte como acogida terapéutica a los migrantes
– El arte como instrumento de comunicación, diálogo e integración
– El arte como recuerdo
– Manifestaciones artísticas sobre migraciones y movilidad (música, teatro, cine, literatura, graffiti, poesía, danza y fotografía)
– Manifestaciones artísticas de personas migrantes (música, teatro, cine, literatura, graffiti, poesía, danza y fotografía)

El artículo (entre 35/45 mil caracteres con espacio) puede ser escrito en español, inglés, italiano, francés o portugués, y será avaluado por dos referees. Las normas de publicación están disponibles en: Envíos | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

Los manuscritos deben ser enviados a la Revista REMHU por el portal de sumisión electrónica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br) .

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número 67 da Revista, de abril de 2023, incluirá um dossiê sobre o tema: “Mobilidades e diásporas negras nas Américas”. Data limite para entrega dos artigos, 10 de janeiro de 2023.

 Organizadores convidados: Handerson Joseph (UFRGS, Brasil), Bruno Miranda (IISUNAM, México), Cédric Audebert (CNRS, Martinica, França)

Nas últimas décadas, acompanhamos a extensão dos polos da diáspora caribenha (Calmont, Audebert, 2007; Audebert, Domenach, 2008), bem como o crescimento das mobilidades originárias da África subsaariana em países da região latino-americana na forma de assentamentos, mais ou menos temporais e sob a condição de refúgio. Outras são as mobilidades em trânsito pela América do Sul e Central com o objetivo de alcançar à fronteira do México com os Estados Unidos, principalmente no caso das pessoas que solicitam refúgio nesse último país (Joseph, Miranda, 2021).

As rotas das populações migrantes negras nas Américas inscrevem-se em escalas espaciais e temporalidades mais ou menos largas, e determinam em grande medida a especificidade das suas experiências migratórias nos espaços de trânsito e de residência. Uma das características fundamentais destas migrações reside na geografia dos seus percursos. Com efeito, a diversidade crescente destas migrações Sul-Sul articula simultaneamente as mobilidades transamericanas (caribenhas) e transoceânicas (africanas subsaarianas), que se transformam em migrações Sul-Norte (na fronteira estadunidense). A articulação das escalas da mobilidade entre localidade e globalidade parece indispensável para compreender as lógicas de mundialização migratória nas quais se inscrevem as migrações de populações antilhanas e subsaarianas no continente.

Este Dossiê procura desenvolver novas abordagens, mudando nossas lentes não apenas em relação às diásporas negras, mas também os marcos conceituais e empíricos relacionados às mobilidades, principalmente a partir dos estudos que tratam das mobilidades negras, seja dentro ou a partir do Caribe e da África subsaariana, ou através das ramificações diaspóricas complexas que se constituem através da alteridade no espaço negro atlântico (Hoffmann, Poiret, Audebert, 2011).

Nossa proposta é também tematizar a negritude em movimento e o movimento da negritude, bem como a diáspora e o étnico em movimento por meio da ênfase dada à agência e à politicidade da pessoa negra no contexto da mobilidade. Buscamos também tornar suas trajetórias e experiências internacionalmente visíveis a partir da autonomia, num confronto aberto contra a miserabilidade de suas representações estatais e midiáticas, legitimadas porque se baseiam no racismo estrutural constantemente atualizado do ponto de vista neocolonial.

Este Dossiê está interessado em artigos que abordam os seguintes temas, de maneira não exclusiva:

– A racialização das pessoas migrantes africanas nos países latino-americanos ao longo do século XXI;

– As mobilidades das pessoas negras caribenhas (haitianas, cubanas, dominicanas, jamaicanas, portoriquenhas etc) nos diferentes polos migratórios do Caribe e fora dele;

– A produção de corredores migratórios por populações negras brasileiras, colombianas, venezuelanas, argentinas, peruanas, caribenhas e subsaarianas rumo ao Norte global, suas experiências de travessia de fronteiras frente ao controle migratório e securitização;

– A (re)atualização da reflexão sobre a diáspora negra nas Américas, e sobre o Atlântico negro como campo de estudo teórico e empírico.

artigo (inédito; entre 35 e 45 mil caracteres com espaço) pode ser escrito em português, italiano, espanhol, francês ou inglês e será avaliado por dois referees. As normas de publicação e submissão estão disponíveis em: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/about/submissions 

Os artigos devem ser enviados à Revista REMHU pelo site de submissão eletrônica de manuscritos: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/index

Referências

AUDEBERT, Cédric e DOMENACH, Hervé. (2008). “Les migrants caribéens: réseaux et descendance”. Revue européenne des migrations internationale, v. 24, n. 1. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456343

CALMONT, André e AUDEBERT, Cédric. (2007). “Dynamiques migratoires de la Caraïbe”. Karthala: collection Terres d’Amériques. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456375

HOFFMANN, Odile; POIRET, Christian e AUDEBERT, Cédric. (2011). “La construction de l’altérité dans l’espace noir atlantique : Etats-Unis, France, Caraïbes, Amérique latine”. Revue Européenne des Migrations Internationales, v. 27, n. 1,  https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456333

JOSEPH, Handerson e MIRANDA, Bruno (Orgs). (2021). (Trans)Fronteriza: Movilidades y diásporas negras en las Americas. 1ª ed., Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO. https://www.academia.edu/53170824/Movilidades_y_di%C3%A1sporas_negras_en_las_Americas

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El número 67 de la Revista, de Abril de 2023, incluirá un dossier sobre el tema: “Movilidades y diásporas negras en las Américas”. Fecha límite para la entrega de los artículos, 10 de Enero de 2023.

Organizadores: Handerson Joseph (UFRGS, Brasil), Bruno Miranda (IISUNAM, México), Cédric Audebert (CNRS, Martinica, França)

En las últimas décadas, hemos asistido a la expansión de la diáspora caribeña (Calmont, Audebert, 2007; Audebert, Domenach, 2008), así como al crecimiento de las movilidades procedentes del África subsahariana en países de la región latinoamericana en forma de asentamientos más o menos temporales y bajo la condición de refugio. Otras son las movilidades en tránsito por Sudamérica y Centroamérica con el objetivo de llegar a la frontera entre México y Estados Unidos, especialmente en el caso de personas que buscan refugio en este último país (Joseph, Miranda, 2021).

Las rutas de las poblaciones negras migrantes en las Américas se inscriben en escalas espaciales y temporalidades más o menos amplias, y determinan en gran medida la especificidad de sus experiencias migratorias en los espacios de tránsito y residencia. Una de las características fundamentales de estas migraciones reside en la geografía de sus jornadas. De hecho, la creciente diversidad de estas migraciones Sur-Sur articula simultáneamente movilidades transamericanas (caribeñas) y transoceánicas (africanas subsaharianas), que se convierten en migraciones Sur-Norte (en la frontera con Estados Unidos). La articulación de las escalas de movilidad entre localidad y globalidad parece esencial para comprender las lógicas de la mundialización migratoria en la que se inscriben las migraciones de las poblaciones antillanas y subsaharianas en el continente.

Este Dossier pretende desarrollar nuevos enfoques, cambiando nuestras lentes no sólo en relación con las diásporas negras, sino también los marcos conceptuales y empíricos relacionados con las movilidades, principalmente a partir de los estudios que abordan las movilidades negras, ya sea dentro o desde el Caribe y el África subsahariana, o a través de las complejas ramificaciones diaspóricas que se constituyen a través de la alteridad en el espacio negro atlántico (Hoffmann, Poiret, Audebert, 2011).

Nuestra propuesta es también tematizar la negritud en movimiento y el movimiento de la negritud, así como la diáspora y la etnicidad en movimiento mediante un énfasis en la agencia y la politicidad de la persona negra en el contexto de la movilidad. También buscamos visibilizar internacionalmente sus trayectorias y experiencias desde la autonomía, en una confrontación abierta contra el miserabilismo de sus representaciones estatales y mediáticas, legitimadas por estar basadas en un racismo estructural constantemente actualizado desde un punto de vista neocolonial.

Este Dossier está interesado en artículos que aborden los siguientes temas, de manera no exclusiva:

– La racialización de las personas migrantes africanas en los países latinoamericanos a lo largo del siglo XXI;

– La movilidad de los caribeños negros (haitianos, cubanos, dominicanos, jamaicanos, puertorriqueños, etc.) en los diferentes núcleos migratorios del Caribe y fuera de él;

– La producción de corredores migratorios por parte de poblaciones negras brasileñas, colombianas, venezolanas, argentinas, peruanas, caribeñas y subsaharianas hacia el Norte global, sus experiencias de cruce de fronteras frente al control migratorio y la securitización;

– La reactualización de la reflexipon sobre la diáspora negra en las Américas, y sobre el Atlántico negro como campo de estudio teórico y empírico.

El artículo (inédito; entre 35/45 mil caracteres con espacio) puede ser escrito en español, inglés, italiano, francés o portugués, y será avaluado por dos referees. Las normas de publicación están disponibles en: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/about/submissions 

Los manuscritos deben ser enviados a la Revista REMHU por el portal de sumisión electrónica de manuscritos: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/index

Referencias

AUDEBERT, Cédric e DOMENACH, Hervé. (2008). “Les migrants caribéens: réseaux et descendance”. Revue européenne des migrations internationale, v. 24, n. 1. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456343

CALMONT, André e AUDEBERT, Cédric. (2007). “Dynamiques migratoires de la Caraïbe”. Karthala: collection Terres d’Amériques. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456375

HOFFMANN, Odile; POIRET, Christian e AUDEBERT, Cédric. (2011). “La construction de l’altérité dans l’espace noir atlantique : Etats-Unis, France, Caraïbes, Amérique latine”. Revue Européenne des Migrations Internationales, v. 27, n. 1,  https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456333

JOSEPH, Handerson e MIRANDA, Bruno (Orgs). (2021). (Trans)Fronteriza: Movilidades y diásporas negras en las Americas. 1ª ed., Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO. https://www.academia.edu/53170824/Movilidades_y_di%C3%A1sporas_negras_en_las_Americas

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The Journal REMHU is having an open call for papers for a special issue on “Mobilities and Black Diasporas in the Americas” (expected to be published in April 2023). Deadline for submission of articles: January 10, 2023.

Guest editors: Handerson Joseph (UFRGS, Brasil), Bruno Miranda (IISUNAM, México), Cédric Audebert (CNRS, Martinica, França)

Over the past decades, one has witnessed the expansion of Caribbean diasporic poles (Calmont, Audebert, 2007; Audebert, Domenach, 2008) as well as the development of mobilities from Subsaharan Africa in Latin American countries, that took the form of (more or less) temporary settlements and refugee migration. Other mobilities take the form of transit migration in South and Central America, whose objective is to reach the Mexico-US border, mainly in the case of individuals seeking asylum in the latter country (Joseph, Miranda, 2021).

The routes of black migrant populations in the Americas fall within varying spatial and time scales, and determine to a large extent the specificity of their migration experience in the transit and settlement spaces. One of the fundamental features of such migration is the geography of its routes. Indeed, the growing diversity of such South-South migration articulate intra-hemispheric mobility (from the Caribbean basin) and transoceanic mobility (from subsaharan Africa), some of which may ultimately turn into South-North migration at the US-Mexico border. The articulation of mobility scales between the local and the global seems to be crucial to understand the patterns of migratory globalization within which Caribbean and Subsaharan migrations operate in Latin America.

Our special issue aims at developing new perspectives on black diasporas and mobility studies’ conceptual and empirical frameworks, mainly from research that deals with black migrant populations from the Caribbean and Subsaharan Africa, and global ties within the Black Atlantic (Hoffmann, Poiret, Audebert, 2011).

We also seek to reflect on the theme of blackness on the move and in motion as well as on changing diasporas and ethnicities, by focusing on the agency of black individuals and the politization of their presence in a context of mobility.

We aim at giving international visibility to their pathways and experiences characterized and the autonomy of migrants they put into light, in striking contradiction with the miserabilism of state and media perceptions that is legitimized by structural racism in a neocolonial context.

This special issue welcomes contributions addressing the following topics, though not limited to them:

– The racialization of subsaharan migrants in Latin American countries in the 21st  century ;

– Mobilities of black migrants from the Caribbean (Haitians, Cubans, Dominicans, Jamaicans, Puerto Ricans, etc.) in the various migration poles in the Caribbean basin and beyond;

– The emergence of migration corridors by black migrant populations from Brazil, Colombia, Venezuela, Argentina, Peru, the Caribbean and Subsaharan Africa to the global North, their experience of migration control and securitization at the border;

– The updating of the reflection on the black diaspora in the Americas and on the Black Atlantic as a theoretical and empirical research field.

Submitted articles should be between 35,000-45,000 characters with spaces (including notes and bibliography) and may be written in English, Italian, Portuguese, French or Spanish. They must describe original research which is not published nor currently under review elsewhere. All submissions will go through the REMHU’s regular peer (double blind) review process. Other information such as bibliographic standards with which all authors are obliged to comply may be found on the REMHU website or on the website of SciELO: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/about/submissions 

Manuscripts should be submitted online at: http://www.csem.org.br/remhu.

Bibliography

AUDEBERT, Cédric e DOMENACH, Hervé. (2008). “Les migrants caribéens: réseaux et descendance”. Revue européenne des migrations internationale, v. 24, n. 1. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456343

CALMONT, André e AUDEBERT, Cédric. (2007). “Dynamiques migratoires de la Caraïbe”. Karthala: collection Terres d’Amériques. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456375

HOFFMANN, Odile; POIRET, Christian e AUDEBERT, Cédric. (2011). “La construction de l’altérité dans l’espace noir atlantique : Etats-Unis, France, Caraïbes, Amérique latine”. Revue Européenne des Migrations Internationales, v. 27, n. 1,  https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456333

JOSEPH, Handerson e MIRANDA, Bruno (Orgs). (2021). (Trans)Fronteriza: Movilidades y diásporas negras en las Americas. 1ª ed., Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO. https://www.academia.edu/53170824/Movilidades_y_di%C3%A1sporas_negras_en_las_Americas

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Le numéro 67 de la Revue, à paraître en avril de 2023, est consacré à la question thématique des “Mobilités et diasporas noires dans les Amériques”. Date limite d’envoi des propositions d’articles: 10 janvier 2023.

Organisateurs: Handerson Joseph (UFRGS, Brésil), Bruno Miranda (IISUNAM, Mexique), Cédric Audebert (CNRS, Martinica, França)

Au cours des dernières décennies, nous avons observé l’expansion des pôles de la diaspora caribéenne (Calmont e Audebert, 2007; Audebert e Domenach, 2008) ainsi que le développement de mobilités en provenance d’Afrique subsaharienne dans les pays latino-américains, s’incarnant dans des installations plus ou moins temporaires et des migrations de refuge. D’autres sont des mobilités de transit en Amérique du Sud et centrale dont l’objectif est de rejoindre la frontière du Mexique avec les États-Unis, principalement dans le cas des personnes qui sollicitent l’asile dans ce dernier pays (Joseph e Miranda, 2021).

Les routes des populations migrantes noires dans les Amériques s’inscrivent dans des échelles spatiales et des temporalités plus ou moins importantes, et déterminent dans une large mesure la spécificité de leurs expériences migratoires dans les espaces de transit et de résidence. Une des caractéristiques fondamentales de ces migrations réside dans la géographie de leurs parcours. En effet, la diversité croissante de ces migrations Sud-Sud articule simultanément les mobilités transaméricaines (caribéennes) et transocéaniques (africaines subsahariennes), qui se transforment en migrations Sud-Nord aux portes des États-Unis. L’articulation des échelles de mobilité entre localité et globalité apparaît indispensable pour comprendre les logiques de mondialisation migratoire dans le cadre desquelles s’inscrivent les migrations de populations antillaises et subsahariennes sur le continent.

Ce dossier ambitionne de développer de nouvelles approches quant au regard que nous portons sur les diasporas noires, mais aussi quant aux cadres conceptuels et empiriques d’étude des mobilités, principalement à partir des études qui traitent des mobilités de populations noires, au sein ou au départ de la Caraïbe et de l’Afrique subsaharienne ou via les ramifications diasporiques complexes tissées dans l’Espace atlantique noir (Hoffmann, Poiret e Audebert, 2011).

Nous visons également à proposer une réflexion thématique sur la négritude en mouvement et le mouvement de la négritude, de même que sur la diaspora et l’ethnicité en mouvement, en portant l’emphase sur l’agentivité et la politisation de la personne noire en contexte de mobilité.

Nous cherchons également à conférer une visibilité internationale à leurs trajectoires et expériences caractérisées par l’autonomie, en contradiction frappante avec le misérabilisme des représentations étatiques et médiatiques légitimées par le racisme structurel réactualisé en contexte néocolonial.

Ce dossier donnera la priorité à la publication d’articles qui abordent les thèmes suivants, de manière non exclusive :

– La racialisation des migrants africains subsahariens dans les pays latino-américains depuis le début du XXI siècle ;

– Les mobilités des migrants noirs caribéens (haïtiens, cubains, dominicains, jamaïcains, portoricains, etc.) dans les divers pôles migratoires de la Caraïbe et au-delà ;

– La production de couloirs migratoires par les populations noires brésiliennes, colombiennes, vénézuéliennes, argentines, peruviennes, caribéennes et subsahariennes en direction du Nord global, leurs expériences de passage de frontières face au contrôle migratoire et au tournant sécuritaire ;

– La réactualisation de la réflexion sur la diaspora noire dans les Amériques, et sur l’Atlantique noir comme champ d’étude théorique et empirique.

Les propositions d’articles devront compter entre 35 000 et 45 000 caractères, espaces compris (incluant les notes et la bibliographie) et pourront être rédigées en portugais, italien, espagnol, français ou anglais. Elles doivent être originales et non encore publiées ou soumises à évaluation ailleurs, et seront soumises à une double évaluation externe en aveugle, conformément à la politique de la REMHU. Les normes de publication et de soumission sont disponibles sur: http://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/about/submissions  

Les articles doivent être envoyés à la Revue REMHU par voie électronique à l’adresse dédiée à la réception des manuscrits: http://www.csem.org.br/remhu

Bibliographie

AUDEBERT, Cédric e DOMENACH, Hervé. (2008). “Les migrants caribéens: réseaux et descendance”. Revue européenne des migrations internationale, v. 24, n. 1. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456343

CALMONT, André e AUDEBERT, Cédric. (2007). “Dynamiques migratoires de la Caraïbe”. Karthala: collection Terres d’Amériques. https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456375

HOFFMANN, Odile; POIRET, Christian e AUDEBERT, Cédric. (2011). “La construction de l’altérité dans l’espace noir atlantique : Etats-Unis, France, Caraïbes, Amérique latine”. Revue Européenne des Migrations Internationales, v. 27, n. 1,  https://halshs.archives-ouvertes.fr/halshs-01456333

JOSEPH, Handerson e MIRANDA, Bruno (Orgs). (2021). (Trans)Fronteriza: Movilidades y diásporas negras en las Americas. 1ª ed., Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO. https://www.academia.edu/53170824/Movilidades_y_di%C3%A1sporas_negras_en_las_Americas