número 62 da Revista, de agosto de 2021, incluirá um dossiê sobre o tema: “DIÁSPORAS CONTEMPORÂNEAS E MOBILIDADE HUMANA” (data limite para entrega dos artigos, 10 de abril de 2021).

O conceito de diáspora possui um longo processo de construção semântica. A OIM utiliza uma definição extremamente ampla – “Qualquer pessoa ou população étnica que abandona a pátria tradicional da sua etnia, estando dispersa por outras partes do mundo” (OIM, 2019, p. 17). Ainda assim, em sua evolução, o conceito abrange um conjunto de características: a origem comum de um “centro” do qual migrantes ou descendentes de migrantes foram dispersos; a conservação de uma memória coletiva em relação à terra de origem; uma identidade diaspórica, focada no pressuposto de não serem plenamente aceitos na terra de chegada e na conservação ou restauração de sua pátria original; a presença de laços, reais, simbólicos ou virtuais com essa terra natal.
O conceito de diáspora questiona o assim chamado “nacionalismo metodológico” e levanta desafios referentes a várias temáticas: o transnacionalismo, a formação de redes, o processo de “integração” nas terras de chegada,  as capacidade de organização e mobilização política, o fortalecimento e conservação de identidades étnicas e religiosas, as relações intergeracionais em contextos diaspóricos, as contribuições em termos de desenvolvimento e emprendedorismo, entre outros.

Alguns dos temas que podem ser aprofundados no dossiê: – Aprofundamento teórico da categoria “diáspora”; –  A caracterização de novos grupos diaspóricos em diferentes contextos; – A incidência e atuação política de grupos diaspóricos em seus países de origem; – A participação de grupos diaspóricos na configuração de redes; – A relação entre as formações diaspóricas e pertencimento étnico, religioso e /ou político; – Relações integeracionais em contextos diaspóricos; – Diásporas e desenvolvimento; – (…)

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número 63 da Revista, de dezembro de 2021, incluirá um dossiê sobre o tema: “MIGRAÇÕES NO ORIENTE MÉDIO” (data limite para entrega dos artigos, 10 de agosto de 2021).

Luciano Zaccara e Maria do Carmo dos Santos Gonçalves (guest editors).

O objetivo do dossiê é analisar as principais características da migração e dos deslocamentos forçados no Oriente Médio em termos intra-regionais e extra-regionais. Incluímos na definição de Oriente Médio Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Síria, Turquia e Iêmen.

No início da terceira década do século XXI, a região se apresenta como uma das mais desafiadoras em termos de mobilidade humana, não apenas pelo grande número de refugiados (principalmente sírios, palestinos e iemenitas), mas também pela crescente presença de migrantes econômicos e irregulares, bem como por políticas migratórias que, não raramente, priorizam abordagens securitárias no sentido estrito e não a promoção dos direitos humanos. Deve-se lembrar que a maioria dos países da região não assinou a Convenção sobre Refugiados de 1951 e os Protocolos de 1967. Os muitos conflitos de guerra, étnicos e religiosos na região tornam o contexto ainda mais desafiador.

Nessa perspectiva, orientar uma reflexão sobre a mobilidade humana na região do Oriente Médio tem como objetivo prestar atenção à defesa e promoção dos direitos humanos de migrantes e refugiados; aprofundar fatores estruturais e intermediários (economia, meio ambiente, instituições, políticas migratórias, conflitos militares e religiosos, redes) enquanto fatores que interferem na formulação das trajetórias migratórias das pessoas envolvidas; enfatizar o papel da ação solidária por parte de organizações internacionais e da sociedade civil organizada, bem como a agência de migrantes e refugiados.

Alguns tópicos que podem ser aprofundados nos artigos, embora não exclusivos, são os seguintes: – conflitos militares e religiosos e migração forçada; – acolhida e proteção de pessoas refugiadas; – trabalhadores migrantes indocumentados; – trabalhadores domésticos e seus direitos; – políticas migratórias; – direitos humanos e ação de organizações internacionais e sociedade civil organizada; – desafios ambientais e migração; – questões religiosas, migração forçada e deslocamento; – diáspora latino-americana no Oriente Médio; – o papel das ONGs; – o papel das agências internacionais.

artigo pode ser escrito em português, italiano, espanhol ou inglês e será avaliado por dois referees. As normas de publicação e submissão estão disponíveis em Submissões | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

Os artigos devem ser enviados à Revista REMHU pelo site de submissão eletrônica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

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The Issue n. 62 of the Journal (August 2021), will be published with a Dossier on “Contemporary Diasporas and Human Mobility” (deadline for submission of articles, April 10, 2021).

The diaspora concept has a long process of semantic construction. The IOM uses an extremely broad definition – “Any person or ethnic population that leaves the traditional homeland of their ethnicity, being dispersed in other parts of the world” (OIM, 2019, p. 17, our translation ). Even so, in its evolution, the concept encompasses a set of characteristics: the common origin of a “center” from which migrants or descendants of migrants were dispersed; the conservation of a collective memory in relation to the land of origin; a diasporic identity, focused on the assumption of not being fully accepted in the land of arrival and in the conservation or restoration of its original homeland; the presence of ties, real, symbolic or virtual with this homeland.

The concept of diaspora questions the so-called “methodological nationalism” and raises challenges regarding several themes: transnationalism, the formation of networks, the process of “integration” in the lands of arrival, the capacity for organization and political mobilization, the strengthening and conservation of ethnic and religious identities, intergenerational relations in diasporic contexts, contributions in terms of development and entrepreneurship, among others.

Topics that can be further investigated in the dossier: – Theoretical deepening of the “diaspora” category; – The characterization of new diasporic groups in different contexts; – The incidence and political action of diasporic groups in their countries of origin; – The participation of diasporic groups in the configuration of networks; – The relationship between diasporic formations and ethnic, religious and / or political belonging; – Integerational relations in diasporic contexts; – Diasporas and development; – (…)

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The Issue n. 63 of the Journal (December 2021), will be published with a Dossier on “Migrations in the Middle East” (deadline for submission of articles, August 10, 2021).

Luciano Zaccara e Maria do Carmo dos Santos Gonçalves (guest editors).

The aim of the dossier is to analyze the main characteristics of migration and forced displacement in the Middle East in intra-regional and extra-regional terms. We include in the definition of Middle East Afghanistan, Saudi Arabia, Bahrain, United Arab Emirates, Iran, Iraq, Israel, Jordan, Kuwait, Lebanon, Oman, Qatar, Syria, Turkey and Yemen.

At the beginning of the third decade of the 21st century, the region presents itself as one of the most challenging in terms of human mobility, not only due to the large number of refugees (mainly Syrians, Palestinians and Yemenis), but also due to the growing presence of economic and irregular migrants, as well as by immigration policies that, not infrequently, prioritize security approaches in the strict sense and not the promotion of human rights. It should be remembered that most countries in the region did not sign the 1951 Refugee Convention and the 1967 Protocols. The many war, ethnic and religious conflicts in the region make the context even more challenging.

In this perspective, guiding a reflection on human mobility in the Middle East region aims to pay attention to the defense and promotion of the human rights of migrants and refugees; deepen structural and intermediary factors (economy, environment, institutions, migratory policies, military and religious conflicts, networks) as factors that interfere in the formulation of the migratory trajectories of the people involved; emphasize the role of solidarity action by international organizations and organized civil society, as well as the agency for migrants and refugees.

Some topics that can be deepened in the articles, although not exclusive, are the following: – military and religious conflicts and forced migration; – reception and protection of refugees; – undocumented migrant workers; – domestic workers and their rights; – migratory policies; – human rights and action by international organizations and organized civil society; – environmental challenges and migration; – religious issues, forced migration and displacement; – Latin American diaspora in the Middle East; – the role of NGOs; – the role of international agencies.

The article can be written in English, Italian, Portuguese or Spanish. The article should be unpublished and will be evaluated by two referees. Other information such as bibliographic standards with which all authors are obliged to comply may be found on the REMHU website or on the website of SciELO (Submissions | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)).

Manuscripts should be submitted online at: http://www.csem.org.br/remhu.

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El número 62 de la Revista, de Agosto de 2021, incluirá un dossier sobre el tema: “Movilidad humana y diásporas contemporáneas (fecha límite para la entrega de los artículos, 10 de Abril de 2021).

El concepto de diáspora tiene un largo proceso de construcción semántica. La OIM utiliza una definición extremadamente amplia: “Cualquier persona o población étnica que abandona la patria tradicional de su grupo étnico y se dispersa en otras partes del mundo” (OIM, 2019, p. 17). Aun así, en su evolución, el concepto engloba una serie de características: el origen común de un “centro” desde el cual se dispersaron migrantes o descendientes de migrantes; la conservación de una memoria colectiva en relación con la tierra de origen; una identidad diaspórica, centrada en el supuesto de que no son plenamente aceptados en la tierra de llegada y en la conservación o restauración de su patria original; la presencia de vínculos, reales, simbólicos o virtuales con esta patria.

El concepto de diáspora cuestiona el llamado “nacionalismo metodológico” y plantea desafíos en varios temas: el transnacionalismo, la formación de redes, el proceso de “integración” en las tierras de llegada, la capacidad de organización y movilización política, el fortalecimiento y conservación de identidades étnicas y religiosas, relaciones intergeneracionales en contextos diaspóricos, contribuciones en términos de desarrollo y emprendimiento, entre otros.

Temas que se pueden investigar más a fondo en el expediente: – Profundización teórica de la categoría “diáspora”; – La caracterización de nuevos grupos diaspóricos en diferentes contextos; – La incidencia y acción política de los grupos diaspóricos en sus países de origen; – La participación de grupos diaspóricos en la configuración de redes; – La relación entre las formaciones diaspóricas y la pertenencia étnica, religiosa y / o política; – Relaciones generacionales en contextos diaspóricos; – Diásporas y desarrollo; – (…)

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El número 63 de la Revista, de Diciembre de 2021, incluirá un dossier sobre el tema: “MIGRACIONES EN ORIENTE MEDIO (fecha límite para la entrega de los artículos, 10 de Agosto de 2021).

Luciano Zaccara e Maria do Carmo dos Santos Gonçalves (guest editors).

El objetivo del dossier es analizar las principales características de las migraciones y los desplazamientos forzados en Oriente Medio tanto en términos intrarregionales como extrarregionales. En este sentido, incluiríamos en la definición de Oriente Medio a Afganistán, Arabia Saudí, Bahréin, Emiratos Árabes Unidos, Irán, Irak, Israel, Jordania, Kuwait, Líbano, Omán, Qatar, Siria, Turquía y Yemen. A principios de la tercera década del siglo XXI, la región se presenta como una de las más desafiantes en términos de movilidad humana, no solo por la gran cantidad de refugiados (principalmente sirios, palestinos y yemeníes), sino también por la creciente presencia de migrantes económicos e irregulares, así como por las políticas migratorias que, no pocas veces, priorizan enfoques de seguridad en sentido estricto por sobre los que se centran en la seguridad humana. Hay que recordar que la mayoría de los países de la región no han firmado la Convención de 1951 sobre Refugiados y los Protocolos de 1967. Los numerosos conflictos bélicos, étnicos y religiosos en la región hacen que el contexto sea aún más desafiante.

En esta perspectiva, orientar una reflexión sobre la movilidad humana en la región de Oriente Medio tiene como objetivo prestar atención a la defensa y promoción de los derechos humanos de las personas migrantes y refugiadas; profundizar los factores estructurales e intermediarios (economía, medio ambiente, instituciones, políticas migratorias, conflictos militares y religiosos, redes) como factores que interfieren en la formulación de las trayectorias migratorias de las personas involucradas; enfatizar el papel de la acción solidaria de las organizaciones internacionales y la sociedad civil organizada, así como la agencia de personas migrantes y refugiadas.

Algunos temas que se pueden profundizar en los artículos, aunque no excluyentes, son los siguientes: – conflictos militares y religiosos y migraciones forzadas; – acogida y protección de refugiados; – trabajadores migrantes indocumentados; – trabajadoras domésticas y sus derechos; – políticas migratorias; – los derechos humanos y la acción de las organizaciones internacionales y la sociedad civil organizada; – desafíos ambientales y migración; – cuestiones religiosas, migración forzada y desplazamiento; – diáspora latinoamericana en Oriente Medio – el papel de las ONGs en los procesos migratorios y de refugiados; – el papel de los organismos internacionales en los procesos migratorios y de refugiados.

El artículo (entre 35/45 mil caracteres con espacio) puede ser escrito en español, inglés, italiano o portugués, y será avaluado por dos referees. Las normas de publicación están disponibles en: Envíos | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br) .

Los manuscritos deben ser enviados a la Revista REMHU por el portal de sumisión electrónica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br) .