{"id":18282,"date":"2020-12-15T15:45:24","date_gmt":"2020-12-15T18:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.csem.org.br\/?post_type=csem_em_foco&#038;p=18282"},"modified":"2023-07-21T16:18:48","modified_gmt":"2023-07-21T19:18:48","slug":"no-dia-internacional-dos-migrantes-o-csem-alerta-sobre-a-garantia-de-direitos-de-protecao-da-mulher-migrante-e-refugiada","status":"publish","type":"csem_em_foco","link":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/csem_em_foco\/no-dia-internacional-dos-migrantes-o-csem-alerta-sobre-a-garantia-de-direitos-de-protecao-da-mulher-migrante-e-refugiada\/","title":{"rendered":"No dia Internacional dos Migrantes o CSEM alerta sobre a garantia de direitos de prote\u00e7\u00e3o da mulher migrante e refugiada"},"content":{"rendered":"<p>Hoje celebramos o Dia Internacional dos Migrantes, institu\u00eddo em 18 de dezembro de 2000 por resolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A data marca a contribui\u00e7\u00e3o das pessoas migrantes \u00e0s sociedades de destino, abrindo portas culturais, econ\u00f4micas e sociais. Segundo a ONU, <a href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/story\/2020\/12\/1735542\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais de 80 milh\u00f5es de pessoas se deslocaram \u00e0 for\u00e7a em 2020<\/a>, essa popula\u00e7\u00e3o busca em outros pa\u00edses melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e, muitas vezes, sua trajet\u00f3ria de mobilidade pode colocar suas vidas em risco.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos notou-se um aumento da intoler\u00e2ncia com a pessoa migrante\/refugiada, desconfian\u00e7a e xenofobia, por vezes, institucionalizada pelo pr\u00f3prio Estado. Neste dia, o CSEM prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre os direitos dessa popula\u00e7\u00e3o, mais especificamente, das mulheres em situa\u00e7\u00e3o de mobilidade humana, pois durante a pandemia de Covid-19 e o subsequente isolamento social, passou a haver maior incid\u00eancia de casos de viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia contra a mulher migrante\/refugiada <\/strong><\/p>\n<p>Os <em>lockdowns <\/em>instaurados mundo a fora confinaram mulheres com parceiros agressores. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade da Col\u00f4mbia relatou <a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2020\/11\/25\/violencia-contra-a-mulher-aumenta-durante-a-pandemia-de-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aumento de quase 40 por cento da viol\u00eancia de g\u00eanero entre janeiro e setembro deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano de 2019<\/a>. Quase tr\u00eas quartos das mulheres refugiadas e deslocadas entrevistadas pelo Comit\u00ea Internacional de Resgate em tr\u00eas regi\u00f5es da \u00c1frica, relataram aumento da viol\u00eancia contra as mulheres em suas comunidades durante a pandemia.<\/p>\n<p>O isolamento tamb\u00e9m dificulta a den\u00fancia desses casos, pois as institui\u00e7\u00f5es que auxiliam as mulheres fecharam durante o <em>lockdown<\/em>. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante salientar que as den\u00fancias deixam de ser feitas porque essas mulheres podem ser economicamente dependentes de seus agressores, sofrerem amea\u00e7as e serem manipuladas psicologicamente. Tamb\u00e9m, muitas mulheres j\u00e1 no pa\u00eds de destino sofrem agress\u00f5es de parceiros e se encontram distantes do aux\u00edlio de seus familiares e amigos no pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 um dos principais motivos de pedidos de ref\u00fagio. Em muitos pa\u00edses a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 institucionalizada como arma de guerra por mil\u00edcias como a Boko Haram na \u00c1frica. Nas travessias M\u00e9xico-EUA as mulheres indocumentadas tamb\u00e9m se tornam alvo fr\u00e1gil inclusive de agentes que deveriam proteg\u00ea-las. &#8220;Outras, incluindo aquelas que n\u00e3o t\u00eam documenta\u00e7\u00e3o ou que perderam a sua forma de sustento devido \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica causada pela Covid-19, podem ser for\u00e7adas a fazer sexo para sobreviver ou a casar as suas crian\u00e7as para que as fam\u00edlias sobrevivam. Dentro de casa, muitas mulheres est\u00e3o tamb\u00e9m a assumir um fardo cada vez maior como cuidadoras&#8221;, diz a Alta Comiss\u00e1ria adjunta para a prote\u00e7\u00e3o internacional no ACNUR (Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados), Gillian Triggs.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Iniciativas de enfrentamento <\/strong><\/p>\n<p>O ACNUR atua em diversas frentes de ajuda \u00e0 essas mulheres. <a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2020\/12\/03\/com-deficiencia-e-empoderadas-mulheres-refugiadas-e-migrantes-recebem-capacitacao-para-o-mercado-de-trabalho-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">No abrigo em Boa Vista (RR) mulheres refugiadas e migrantes recebem capacita\u00e7\u00e3o para o mercado de trabalho por meio do projeto \u201cEmpoderando Refugiadas\u201d<\/a>, onde aprendem sobre cultura brasileira, empreendedorismo, atendimento ao cliente e vendas. O empoderamento econ\u00f4mico dessas mulheres lhes oferece oportunidades de independ\u00eancia, as afastando de redes de trabalho inseguras e insalubres. Durante o isolamento, no Noroeste do Qu\u00eania assistentes sociais do ACNUR passaram a utilizar uma conta no aplicativo de mensagens WhatsApp para a den\u00fancia de agress\u00f5es.<\/p>\n<p>E nesta sexta-feira (18), o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MPDFT) lan\u00e7a um guia sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica para mulheres migrantes, com o intuito de informar sobre os servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o. O \u201cGuia de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher imigrante\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel em portugu\u00eas, ingl\u00eas, espanhol, franc\u00eas e chin\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Luana G. Silveira<br \/>\n<\/em><em>Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; CSEM<\/em><\/p>\n","protected":false},"featured_media":18283,"parent":0,"template":"","categories":[45],"class_list":["post-18282","csem_em_foco","type-csem_em_foco","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-45"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/csem_em_foco\/18282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/csem_em_foco"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/csem_em_foco"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}