20 de dezembro de 2017

idi braEm entrevista à ONU News, representante especial do chefe da ONU, Louise Arbour, considera importante “mudar a narrativa” sobre migrantes, muitas vezes “baseada em estereótipos e má percepção”.

Em entrevista à ONU News, representante especial do chefe da ONU, Louise Arbour, considera importante “mudar a narrativa” sobre migrantes, muitas vezes “baseada em estereótipos e má percepção”.

A representante especial do secretário-geral para Migração Internacional, Louise Arbour, considerou importante a adoção de “políticas públicas corretas” sobre a migração. Segundo ela, este passo pode ajudar a evitar estereótipos que levem à vulnerabilidade dos migrantes nos países de acolhimento.

Falando à ONU News, sobre o Dia Internacional do Migrante, Arbour disse que atualmente não há um perfil único para definir o migrante e defendeu mudanças.

Receitas

Segundo a representante especial, “é preciso mudar a narrativa antiga para encorajar os decisores políticos a tomarem medidas corretas em relação a todos os beneficiários: a comunidade de acolhimento, os próprios migrantes e os países em desenvolvimento para onde parte dos salários são enviados, o que representa uma importante fonte de receita para os países em desenvolvimento”.

A responsável destacou as contribuições fundamentais dos migrantes para as economias de países de origem.

O Banco Mundial estima que em 2017 os migrantes enviaram a casa remessas no valor de US$ 596 bilhões. Deste total, cerca de 75%, ou US$ 450 bilhões, foram destinados a países em desenvolvimento.

Mulheres

De acordo com Arbour, 48% dos 258 milhões de migrantes que atualmente existem no mundo são mulheres que, muitas vezes, trabalham em “condições terríveis e enfrentam casos de abusos e discriminação”.

A responsável diz que “as políticas devem ser feitas com base na realidade, na verdade e não em estereótipos e más percepções, até porque, normalmente, os migrantes ocupam postos que não são suficientemente atrativos para trabalhadores locais”.

Nos seus compromissos da Agenda de 2030, a ONU quer que os direitos dos migrantes sejam respeitados e políticas de migração implementadas.

Fonte: www.unmultimedia.org