15 de dezembro de 2017

idi braMais de uma dúzia de delegações de jovens de países diversos como Irã, Iraque e Sudão do Sul estão participando de uma reunião de alto nível em Genebra.

Mais de uma dúzia de delegações de jovens de países diversos como Irã, Iraque e Sudão do Sul estão participando de uma reunião de alto nível em Genebra.

 

GENEBRA, Suíça, 13 de dezembro de 2017 (ACNUR) – A maneira como a refugiada do Sudão do Sul, Foni Joyce Vuni percebe a realidade é que crianças no meio de conflitos terminam ora como pacificadoras, ora como destruidoras da paz. A diferença no destino desses jovens está nas oportunidades que eles têm quando se encontram em situação de refúgio.

“Quando as crianças chegam e elas não conseguem continuar com seus estudos, nós vemos a guerra se repetir novamente, porque eles não sabem as causas dela”, diz Foni, de 25 anos, que trabalha num programa de orientação para jovens refugiados no Quênia.

“Sem acesso à educação, é mais fácil que alguém apareça e influencie essas crianças, recomeçando o ciclo da guerra mais uma vez, porque elas não se valorizam”, diz Foni.

Foni, que se formou com distinção em uma universidade no Quênia, está entre mais de uma dúzia de jovens delegados do mundo todo que trouxeram suas experiências em situações de conflito e deslocamento para uma reunião de alto nível em Genebra, dedicada a obter uma nova resposta global para os altos índices de deslocamento.

Devido a guerra do Sudão, em 1991 os pais de Foni foram forçados a deixar a parte sul do país, uma área que agora faz parte do independente Sudão do Sul. Cerca de 500 representantes de governos, autoridades locais, sociedade civil, companhias privadas, acadêmicos, organizações internacionais e instituições financeiras estão reunidas no Décimo Diálogo sobre Desafios de Proteção do Alto Comissário em Genebra, nos dias 12 e 13 de dezembro. Os pontos centrais de discussão da agenda são as políticas potencialmente benéficas para crianças e jovens, os quais somadas constituem mais da metade de aproximadamente 66 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas por conta de guerras e perseguição.

Arash Bordbar, de 24 anos, também está participando. Refugiado, deixou o Irã aos 16 anos e estudou para conseguir um certificado online de conclusão do Ensino Médio enquanto estava na Malásia, antes de se mudar para a Austrália dois anos atrás onde atualmente estuda Engenharia Civil. Ele também ressalta a importância de garantir que crianças deslocadas e jovens tenham oportunidades para desenvolver seus potenciais.

“Nós somos o futuro e o futuro é agora”, fiz Arash. “Jovens refugiados são muito talentosos e ambiciosos. Então, se você pode prepará-los para o futuro, seria melhor para todos”.

Ele acrescenta: “Dê a eles a oportunidade de estudar, de aprender ou trabalhar, o que seria benéfico aos países de acolhida e de reassentamento”.

Aya Mohammed Abdullah, que foi forçada a deixar o Iraque por meio da Síria, agora vive na Suíça com sua família. Ela compartilha a visão do potencial que jovens refugiados possuem para encontrar soluções aos conflitos que fizeram com que deixassem suas casas.

Aya, de 22 anos, que compareceu ao evento no dia de abertura, disse ao ACNUR mais cedo que: “Nós, jovens, podemos mudar o jogo… nós podemos mudar as coisas para melhor, e podemos começar a construir a paz… nós precisamos fazer isso agora, não num futuro distante”, apontando que a educação é a chave para permitir que esses jovens refugiados tenham uma vida proveitosa.

“Crianças e jovens devem ser educados para poderem construir seu futuro… nós precisamos disso. Eu preciso ter uma educação para algum dia retornar ao meu país e trabalhar para reconstruí-lo, ou até mesmo meu filho poderia fazer o mesmo… é a chave para tudo”.

O fórum de dois dias em Genebra proporciona que refugiados tenham a oportunidade de conversar com os formuladores de políticas e fazer parte de painéis, compartilhar suas ideias e experiências.

Nas conversas nos corredores do evento, todas as pessoas concordam na importância que o acesso à educação possui na vida de jovens refugiados.

Alguns delegados frisam a importância de dar a jovens refugiados a chance de participar em decisões que afetarão suas vidas, entre eles está a jovem Safia Ibrahimkhel, de 25, refugiada do Afeganistão que nasceu e cresceu no Paquistão.

“Não falo apenas como uma jovem, mas como uma mulher refugiada”, diz Safia. “Jovens e mulheres refugiadas… devem ter a oportunidade de fazer parte das tomadas decisórias… nós temos capacidade, nós temos potencial… nós somos inteligentes e temos o poder de fazer uma mudança positiva no mundo”.

Ela continua: “Eu gostaria de perguntar para todos – em nível local e internacional – se as mulheres deveriam se envolver, seja na educação, em questões sociais, econômicas ou políticas. Devem nos dar a chance e devem acreditar em nós”.

Veja também a notícia sobre o novo relatório do ACNUR “Deixados para trás: crise na educação de refugiados”.

Por Tim Gaynor.

Fonte:GENEBRA, Suíça, 13 de dezembro de 2017 (ACNUR) – A maneira como a refugiada do Sudão do Sul, Foni Joyce Vuni percebe a realidade é que crianças no meio de conflitos terminam ora como pacificadoras, ora como destruidoras da paz. A diferença no destino desses jovens está nas oportunidades que eles têm quando se encontram em situação de refúgio.

“Quando as crianças chegam e elas não conseguem continuar com seus estudos, nós vemos a guerra se repetir novamente, porque eles não sabem as causas dela”, diz Foni, de 25 anos, que trabalha num programa de orientação para jovens refugiados no Quênia.

“Sem acesso à educação, é mais fácil que alguém apareça e influencie essas crianças, recomeçando o ciclo da guerra mais uma vez, porque elas não se valorizam”, diz Foni.

Foni, que se formou com distinção em uma universidade no Quênia, está entre mais de uma dúzia de jovens delegados do mundo todo que trouxeram suas experiências em situações de conflito e deslocamento para uma reunião de alto nível em Genebra, dedicada a obter uma nova resposta global para os altos índices de deslocamento.

Devido a guerra do Sudão, em 1991 os pais de Foni foram forçados a deixar a parte sul do país, uma área que agora faz parte do independente Sudão do Sul. Cerca de 500 representantes de governos, autoridades locais, sociedade civil, companhias privadas, acadêmicos, organizações internacionais e instituições financeiras estão reunidas no Décimo Diálogo sobre Desafios de Proteção do Alto Comissário em Genebra, nos dias 12 e 13 de dezembro. Os pontos centrais de discussão da agenda são as políticas potencialmente benéficas para crianças e jovens, os quais somadas constituem mais da metade de aproximadamente 66 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas por conta de guerras e perseguição.

Arash Bordbar, de 24 anos, também está participando. Refugiado, deixou o Irã aos 16 anos e estudou para conseguir um certificado online de conclusão do Ensino Médio enquanto estava na Malásia, antes de se mudar para a Austrália dois anos atrás onde atualmente estuda Engenharia Civil. Ele também ressalta a importância de garantir que crianças deslocadas e jovens tenham oportunidades para desenvolver seus potenciais.

“Nós somos o futuro e o futuro é agora”, fiz Arash. “Jovens refugiados são muito talentosos e ambiciosos. Então, se você pode prepará-los para o futuro, seria melhor para todos”.

Ele acrescenta: “Dê a eles a oportunidade de estudar, de aprender ou trabalhar, o que seria benéfico aos países de acolhida e de reassentamento”.

Aya Mohammed Abdullah, que foi forçada a deixar o Iraque por meio da Síria, agora vive na Suíça com sua família. Ela compartilha a visão do potencial que jovens refugiados possuem para encontrar soluções aos conflitos que fizeram com que deixassem suas casas.

Aya, de 22 anos, que compareceu ao evento no dia de abertura, disse ao ACNUR mais cedo que: “Nós, jovens, podemos mudar o jogo… nós podemos mudar as coisas para melhor, e podemos começar a construir a paz… nós precisamos fazer isso agora, não num futuro distante”, apontando que a educação é a chave para permitir que esses jovens refugiados tenham uma vida proveitosa.

“Crianças e jovens devem ser educados para poderem construir seu futuro… nós precisamos disso. Eu preciso ter uma educação para algum dia retornar ao meu país e trabalhar para reconstruí-lo, ou até mesmo meu filho poderia fazer o mesmo… é a chave para tudo”.

O fórum de dois dias em Genebra proporciona que refugiados tenham a oportunidade de conversar com os formuladores de políticas e fazer parte de painéis, compartilhar suas ideias e experiências.

Nas conversas nos corredores do evento, todas as pessoas concordam na importância que o acesso à educação possui na vida de jovens refugiados.

Alguns delegados frisam a importância de dar a jovens refugiados a chance de participar em decisões que afetarão suas vidas, entre eles está a jovem Safia Ibrahimkhel, de 25, refugiada do Afeganistão que nasceu e cresceu no Paquistão.

“Não falo apenas como uma jovem, mas como uma mulher refugiada”, diz Safia. “Jovens e mulheres refugiadas… devem ter a oportunidade de fazer parte das tomadas decisórias… nós temos capacidade, nós temos potencial… nós somos inteligentes e temos o poder de fazer uma mudança positiva no mundo”.

Ela continua: “Eu gostaria de perguntar para todos – em nível local e internacional – se as mulheres deveriam se envolver, seja na educação, em questões sociais, econômicas ou políticas. Devem nos dar a chance e devem acreditar em nós”.

Veja também a notícia sobre o novo relatório do ACNUR “Deixados para trás: crise na educação de refugiados”.

Por Tim Gaynor.

Fonte: www.acnur.org