9 de agosto de 2019

Atualmente, a casa possui 100 vagas para acolhimento e apenas oito funcionários.

Mais de 600 venezuelanos já passaram pela Pastoral do Migrante, em Cuiabá, em um ano, segundo a coordenadora do local, Eliana Vitaliano, entrevistada no quadro Papo das Seis do Bom Dia MT desta sexta-feira (2). Atualmente, a casa possui 100 vagas para acolhimento e apenas oito funcionários.

Eliana explicou que muitos migrantes que chegam no estado dividem o aluguel de casas ou procuram conhecidos que já moram, em Cuiabá.

“Geralmente as famílias se separam. Primeiro vem um em busca de emprego para depois começar a trazer os outros, pois falta dinheiro para trazer todos. Quem ficou na Venezuela o alimento principal está sendo a mandioca. É um desespero muito grande”, ressaltou.

Além dos venezuelanos, a Pastoral possui cubanos, colombianos, haitianos e até mesmo brasileiros.

“A casa surgiu em 1980 e já acolheu mais de 2 mil pessoas. No início, a maioria era brasileiros. Em 2012, começaram a vir os haitianos, foram atendidos mais de 5 mil. Em 2018, foi a vez dos venezuelanos”, explicou.

A coordenadora afirmou que cerca de 70% dos migrantes são ingressados no mercado de trabalho com a parceria da casa com outros órgãos e empresas privadas.

“Quando eles chegam no estado leva um tempo até organizarem todos os documentos para começar a trabalhar. Então a alternativa que eles encontram é pedir dinheiro nas rotatórias, mas sempre orientamos a não levar crianças para esses locais”, disse.

Atualmente, a Pastoral conta com doações e trabalha para conseguir inserir os estrangeiros que chegam no estado nas políticas públicas, tanto do estado quanto do município, segundo Eliana.

Fonte: g1.globo.com