13 de junho de 2020

Matéria reproduzida do site do Vatican News
Agentes pastorais e instituições católicas têm feito um grande esforço para continuar garantindo abrigo aos deslocados internacionalmente, visto que muitos centros de acolhimento para migrantes e refugiados ao redor do mundo tiveram que fechar ou recusar novos integrantes para garantir o distanciamento social. O boletim da Seção Migrantes e Refugiados desta semana traz exemplos dessa atuação, inclusive em Santa Catarina, e está disponível em português e outras 4 línguas.
O boletim desta semana da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, divulgado nesta segunda-feira (1), é dedicado à forma criativa de atuação dos países que estão conseguindo abrigar os deslocados internacionalmente. Com o estado de alarme gerado pela Covid-19, que tem afetado quase todas as economias do mundo, muitos alojamentos foram fechados pelo risco de proliferação do vírus.

Como já afirmou o Papa Francisco, só podemos ultrapassar esta emergência atuando de forma global. Por essa razão, a contribuição das entidades católicas tem sido valiosa e o boletim procura inspirar as comunidades ao redor do mundo, divulgando orientações e sugestões sobre ações de ajuda aos migrantes e refugiados durante a Covid-19. O serviço está sendo oferecido no portal da comissão em português e mais 4 línguas.

Agentes pastorais de Santa Catarina

No Brasil, por exemplo, o Serviço Pastoral dos Migrantes em Santa Catarina tem promovido uma campanha de prevenção à doença e dado assistência tanto em Florianópolis como na grande região metropolitana. Os agentes pastorais evitam o contato pessoal direto com a Casa do Migrante, mas continuam se comunicando à distância com os recém-chegados, enviando atividades de aprendizagem da língua portuguesa toda a semana, bem como informações pertinentes à pandemia e ao acesso aos benefícios sociais de ajuda durante a emergência.

O próprio Serviço Pastoral entrega cestas de alimentos básicos e kits de higiene, tanto aos migrantes acolhidos na Casa como às diversas famílias mais necessitadas da região. Um grande esforço da Igreja católica local para continuar garantindo abrigo a eles, visto que muitos centros de acolhimento para migrantes e refugiados ao redor do mundo tiveram que fechar ou recusar novos integrantes para garantir o distanciamento social.

Atuação ao redor do mundo

Na Filipinas, os três centros administrados pelos Scalabrinianos também continuam funcionando apesar das dificuldades financeiras e de saúde, atendendo um total de 259 pessoas. Em Lile, na França, a Casa Paulo VI acolhe nas 24h por dia, 7 dias por semana, tanto menores estrangeiros como moradores de rua.

No Chile, pelo fechamento das fronteiras da Bolívia em 25 de março para evitar a propagação da Covid-19, centenas de trabalhadores agrícolas sazonais bolivianos ficaram retidos, sem condições de obter alimento ou abrigo. Grupos católicos assumiram a responsabilidade de providenciar abrigo para 950 pessoas que ainda receberam máscaras e desinfetantes para as mãos, refeições e tapetes para dormir. Já na Colômbia, o apoio das instituições eclesiais vem em forma de alojamento temporário para os migrantes da Venezuela.

Os subsídios online e em diferentes línguas

No Peru, a Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Episcopal tem partilhado materiais aos migrantes e refugiados com aconselhamento jurídico, telefones e informações importantes sobre saúde e trabalho no contexto da pandemia. Uma atuação importante e que consta entre as recomendações da Rede Inaciana Global de Advocacia sobre as Migrações. As próprias autoridades governamentais também são orientadas a fornecer informações precisas e oportunas, em diferentes línguas, sobre medidas de saúde e segurança, bem como implementar uma rede de prestadores de cuidados.

A Seção Migrantes e Refugiados também recebe notícias sobre outras iniciativas e boas práticas para serem publicadas no boletim, transformando-se em novas fontes de inspiração e orientação.

Fonte: Vatican News