21 de novembro de 2017

 O Ministério do Trabalho emitiu 17.680 mil Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) no primeiro semestre deste ano para estrangeiros, 1.431 documentos a mais que no mesmo período do ano passado. As informações são da Coordenação-Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho.

No primeiro semestre, Ministério do Trabalho expediu 17.680 documentos para imigrantes – a maioria, venezuelanos e haitianos

O Ministério do Trabalho emitiu 17.680 mil Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) no primeiro semestre deste ano para estrangeiros, 1.431 documentos a mais que no mesmo período do ano passado. As informações são da Coordenação-Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho.

O aumento de emissões de carteiras de trabalho para imigrantes foi resultado da entrada em grande escala de venezuelanos no território nacional. O número de emissões para os venezuelanos saltou de 706 registros no primeiro semestre de 2016 para 3.322 em 2017, um crescimento de 370%.

“A Venezuela passa por um período sensível na sua política. Já o Brasil retoma o crescimento econômico e a estabilidade política, e é um país que possui uma legislação mais humanitária para imigrantes. Todos esses fatores favorecem à imigração, sobretudo de pessoas que buscam um lugar para ficar até que a situação se normalize no país de origem”, enfatiza o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Apesar do expressivo crescimento da chegada de venezuelanos ao Brasil, o Haiti ainda é o país com maior número de trabalhadores que solicitaram a CTPS no primeiro semestre: 5.992 emissões. O resultado, contudo, é decrescente. No segundo trimestre deste ano foram 2.975 registros para os haitianos, 554 a menos em relação a igual período de 2016.

Venezuela e Haiti são seguidos de Cuba, com 941 emissões; Argentina, 781; Bolívia, 622; e Paraguai, 596, no primeiro semestre. Em menor número, vêm Colômbia, Peru, Uruguai, Senegal e outros.

O coordenador de Imigração do Ministério do Trabalho, Hugo Gallo, ressalta que as carteiras emitidas não significam contratos de trabalho. “A carteira expedida para o estrangeiro permite apenas que ele procure um posto de trabalho legalmente”, explica.

Caged – O saldo de vagas com carteira assinada foi positivo para os trabalhadores estrangeiros no segundo trimestre (abril a junho) deste ano, com 2.018 contratos. No total foram 10.636 admitidos contra 8.618 demitidos. A região Sul é a que mais contrata mão de obra estrangeira: foram 5.423 trabalhadores contratados e 4.138 desligados, resultado positivo de 1.285 novos postos. O destaque fica com Rio Grande do Sul, que gerou 2.093 novas vagas para estrangeiros e fechou 1.503 postos, encerrando o período com saldo positivo de 312 contratados. No período, os principais destinos desses trabalhadores foram São Paulo (+193), Porto Alegre (+146) e Boa Vista (+169). A ocupação com mais oportunidades de trabalho para estrangeiro foi a de alimentador de linha de produção: 763 novos contratos no segundo trimestre. Depois vêm serventes (+715); restaurantes e similares (+716); construtores de edifícios (+560) e Magarefe (+615). Já as ocupações/setores que mais perderam mão de obra estrangeira foram restaurantes (-639), servente de obra (-605), construção civil (-551) e alimentador de linha de produção (-466). Em todas essas ocupações, porém, o saldo entre admitidos e demitidos ficou positivo.

Fonte: Ministério do Trabalho