23 de maio de 2017

 Segundo relatório, uma pessoa por segundo tornou-se deslocada interna no ano passado; país mais afetado foi a República Democrática do Congo; balanço é do Conselho Norueguês de Refugiados, parceiro das Nações Unidas.

Segundo relatório, uma pessoa por segundo tornou-se deslocada interna no ano passado; país mais afetado foi a República Democrática do Congo; balanço é do Conselho Norueguês de Refugiados, parceiro das Nações Unidas.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Conflitos, violência e desastres fizeram com que 31,1 milhões de pessoas se tornassem deslocadas internas no ano passado. Os números são do Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos e do Conselho Norueguês de Refugiados, NRC.

As entidades lançam o relatório esta segunda-feira, na sede das Nações Unidas em Nova York. O secretário-geral do NRC, Jan Egeland, explicou que em 2016, “uma pessoa por segundo foi forçada a fugir de suas casa dentro de seu próprio país”. Egeland é também conselheiro especial da ONU para a Síria.

Países afetados

Segundo o relatório, os conflitos foram motivo de quase 7 milhões de novos deslocamentos. A República Democrática do Congo foi o país mais afetado, com um adicional de 922 mil abandonando suas casas em 2016.

Na sequência estão Síria, Iraque, Afeganistão, Nigéria e Iêmen. Os autores do estudo afirmam que o ano de 2016 acabou com 40,3 milhões de pessoas deslocadas dentro de seus países devido ao conflito e à violência.

Mas 24 milhões dos novos deslocamentos do ano passado foram causados por desastres do clima, como enchentes, tempestades, incêndios e inverno severo. Os autores do relatório alertam que esse volume deve aumentar no futuro devido aos impactos da mudança climática.

Fonte: Rádio ONU