17 de março de 2017

 Mais de 80 por cento chegaram à Itália e os restantes à Espanha e  Grécia, refere o Organização Internacional para as Migrações, que chama a atenção para o grande número de africanos que fez a perigosa travessia pelo mar, com os barcos a partir da Líbia.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou esta semana que 19,6 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar entre 1 de Janeiro e 8 de Março e que durante a travessia no Mediterrâneo, mais de 520 pessoas morreram.

Mais de 80 por cento chegaram à Itália e os restantes à Espanha e  Grécia, refere o Organização Internacional para as Migrações, que chama a atenção para o grande número de africanos que fez a perigosa travessia pelo mar, com os barcos a partir da Líbia.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, mais de 2 mil civis da Guiné Conacri conseguiram chegar à Itália em Janeiro e Fevereiro. Outro  país de origem dos migrantes é a Nigéria, com 1,6 mil civis que atravessaram o Mediterrâneo com sucesso.

A Itália recebeu  o mesmo número de migrantes marfinenses, além de milhares de gambianos e senegaleses e centenas de malianos e camaroneses.

Ao mesmo tempo  que cresceu a chegada de migrantes de países da África Ocidental, chama a  Organização Internacional para as Migrações refere  o total de pessoas que saíram de Bangladesh a caminho da Europa, mais de 1,3 mil migrantes, a maioria homens. Alguns dos migrantes contaram à Organização Internacional para as Migrações que a travessia de barco a partir da Líbia foi organizada por “agências” que cobraram entre 3 mil a 4 mil dólares por um visto de trabalho.

Do Bangladesh, os migrantes primeiro foram para o Dubai e depois para a Turquia, até chegar à Líbia de avião. Lá, um “funcionário” da suposta agência tomou os documentos dos civis. A maioria viveu na Líbia por mais de um ano, até cruzarem o Mediterrâneo e chegarem à Itália.

A Organização Internacional para as Migrações está a receber relatos de violência contra os migrantes na costa da Líbia. 

Pelo menos 22 teriam sido assassinados por grupos rivais de contrabandistas. A agência disse estar a tentar ouvir testemunhos de sobreviventes para verificar detalhes da história.

Fonte: Jornal de Angola