27 de setembro de 2017

idi braAgência enviou avião com 100 toneladas de itens de assistência; Organização Mundial da Saúde e Programa Mundial de Alimentos também estão no terreno trabalhando na resposta humanitária; especialistas em direitos humanos da ONU pediram ao governo de Mianmar fim da violência à minoria rohingya.

Agência enviou avião com 100 toneladas de itens de assistência; Organização Mundial da Saúde e Programa Mundial de Alimentos também estão no terreno trabalhando na resposta humanitária; especialistas em direitos humanos da ONU pediram ao governo de Mianmar fim da violência à minoria rohingya.

A Agência da ONU para Refugiados está pedindo que a resposta humanitária internacional seja redobrada em Bangladesh. O pedido é motivado por preocupações de que continuam a piorar as condições de cerca de 436 mil refugiados da minoria rohingya, que fugiram da violência em Mianmar no último mês.

Como parte de sua contribuição à resposta liderada por autoridades de Bangladesh, a agência enviou seu quarto avião humanitário nesta terça-feira. O Boeing 777 fretado pelo Acnur chegou a Daca, capital do país, com 100 toneladas de materiais para abrigos. Outros dois voos estão sendo agendados.

Saúde

O Acnur alertou que apesar das ações das pessoas no terreno, o enorme fluxo de pessoas em busca de segurança tem superado a capacidade de resposta e a situação dos refugiados ainda não foi estabilizada. Segundo a agência, muitos que chegaram recentemente estão profundamente traumatizados.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, está apoiando a assistência à saúde dos refugiados rohingya em Cox’s Bazar, em Bangladesh.

Além do apoio à criação de um centro de controle para as operações do Ministério da Saúde no local, a agência da ONU está fornecendo suprimentos médicos essenciais e medicamentos para 20 das 38 equipes médicas móveis cobrindo os assentamentos e campos e centros de saúde na região.

A OMS faz parte da Comissão de Coordenação de Emergência que foi criada pelo governo para liderar a resposta na área da saúde. Em Bangladesh, a agência precisa de US$ 5,3 milhões adicionais nos próximos seis meses para apoiar serviços essenciais.

Comida

O Programa Mundial de Alimentos também está respondendo à crise humanitária em Bangladesh após a onda de violência no estado de Rakhine, em Mianmar.

A agência da ONU está fornecendo comida às pessoas chegando a Cox’s Bazar. O PMA listou 460 mil pessoas para receberam 25 quilos de arroz, a cada duas semanas, nos próximos seis meses e todos já receberam o alimento pelo menos uma vez.

Mulheres e crianças

Biscoitos altamente energéticos foram entregues a mais de 200 mil pessaos como uma medida de emergência. A agência está especialmente preocupada com a saúde de mulheres e crianças chegando famintas e desnutridas após dias em movimento e vivendo em “abrigos rudimentares”.

O PMA está fornecendo uma mistura fortificada de trigo e soja usada para produzir um mingau nutritivo para famílias com crianças pequenas e mulheres grávidas ou que estão amamentando. Cerca de 60 mil pessoas já receberam o alimento.

Perseguição

A agência precisa de US$ 72,7 milhões para financiar uma resposta que atenda às necessidades de mais de 1 milhão de pessoas nos próximos seis meses.

Sete especialistas* em direitos humanos da ONU pediram nesta terça-feira que o governo de Mianmar pare com a violência à minoria rohingya e interrompa a perseguição em curso e graves violações dos direitos humanos que o alto comissário para os Direitos Humanos descreveu como um aparente exemplo de limpeza étnica.

* Os especialistas:
Yanghee Lee, relatora especial sobre a situação de direitos humanos em Mianmar;
Agnes Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias;
Fernand de Varennes, relator especial sobre questões de minorias;
Leilani Farha, relatora especial sobre o direito à moradia adequada;
Cecilia Jimenez-Damary, relatora especial sobre os direitos humanos de deslocados internos;
Mutuma Ruteere, relator especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial e xenofobia;
Ahmed Shaheed, relator especial sobre liberdade de religião ou crença.

Fonte:http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/09/acnur-quer-reforco-na-resposta-humanitaria-a-crise-de-refugiados-rohingya/#.WcufTsiGPIW