7 de fevereiro de 2017

idi braNo fim de janeiro, funcionários da Agência da ONU para refugiados (ACNUR) conseguiram chegar pela primeira vez a alguns bairros acessíveis no leste de Mossul, no Iraque, e prestaram assistência a quase 9 mil famílias com kits de emergência. Desde o início da ofensiva militar em 17 de outubro de 2016, 163 mil pessoas fugiram do leste de Mossul e áreas vizinhas, e a maioria agora vive em campos administrados ou apoiados pelo ACNUR.

 06.02.2017

No fim de janeiro, funcionários da Agência da ONU para refugiados, ACNUR, conseguiram chegar pela primeira vez a alguns bairros acessíveis no leste de Mossul, no Iraque, e prestaram assistência a quase 9 mil famílias com kits de emergência. Desde o início da ofensiva militar em 17 de outubro de 2016, 163 mil pessoas fugiram do leste de Mossul e áreas vizinhas, e a maioria agora vive em campos administrados ou apoiados pelo ACNUR. Quem permaneceu em casa precisa de comida, água, energia e cuidados médicos.

A operação liderada pelo governo para retomar Mossul, no Iraque, entrou no quarto mês comas forças de segurança iraquianas consolidando posição nos bairros orientais da cidade. Mas na margem ocidental do rio Tigre, milhares de pessoas continuam presas, sob o controle da oposição, sem acesso a água potável e limitado acesso a comida. Agências da ONU e parceiros humanitários têm expressado profunda preocupação com o destino dos civis que vivem no na região.

Saad (*), de 45 anos, levou o filho Haitham (*), de 21 anos, nas costas, à noite. Ele se revezou natarefa com os outros filhos, atravessando ruínas de uma ponte sobre o rio Tigre e sendo atacados por militantes. Haitham foi ferido em uma explosão há dois anos e só agora conseguiu atendimento em uma unidade de estabilização de trauma no leste de Mossul. “Algumas crianças faleceram porque a água não era potável”, relatou Saad.

“Minha família ainda está no lado oeste. A comida é muito cara, não há energia, água ou gasolina”, explicou Saad. Ele contou que os extremistas estão executando famílias e não deixam ninguém atravessar o rio. Contrabandistas cobram 200 dólares pela travessia de barco mas quem foi pego corre o risco de ser executado.

Entre os civis capturados na luta pelo leste da cidade estava Basher Mouthaffr, de 42 anos. “Eu estava rezando na mesquita e quando saí fui atingido por uma explosão”, relata sobre o episódio que provocou a fratura das duas pernas. Basher foi transferido para um hospital na parte oeste de Mossul, enquanto a esposa e três filhos permaneceram na casa da família, situada na linha de frente do lado controlado pelo governo. Somente em 12 de janeiro ele se reuniu à família, levado por vizinhos e amigos num carrinho de mão.

O ACNUR está no Iraque prestando apoio a população. A necessidade é grande e urgente. Doações para o ACNUR podem ser feitas aqui. Os recursos arrecadados possibilitarão oferecer alimentos, água, abrigo, assistência médica e proteção às famílias necessitadas.

* Nomes alterados por razões de segurança

 

Fonte: nacoesunidas.org