Analita Candaten e Marissônia Daltoé
Brasília: CSEM, 2013

No contexto das pesquisas sobre migrações internacionais, as análises feitas desde uma perspectiva de gênero – em particular aquelas focadas nas mulheres migrantes – vêm ganhando sistematicamente um maior espaço no debate acadêmico e político. A intensificação da participação das mulheres como primeiras protagonistas dos fluxos migratórios internacionais é algo que chama a atenção quantitativamente, mas, por outro lado, é expressiva a contribuição que traz a análise qualitativa dessa modalidade de migração, uma vez que sugerem implicações sociais das mais diversificadas, devido à centralidade histórica que a figura da mulher detém no núcleo familiar e comunitário.

É neste contexto que apresentamos a pesquisa “Mulher migrante: agente de resistência e transformação”, a qual tem por objetivo identificar as dificuldades enfrentadas por mulheres migrantes ao se estabelecerem em outros países. Além disso, busca-se compreender as estratégias por elas desenvolvidas para a superação das diversas situações de dificuldade que encontram na vivência em outro país, o que chamamos de resistência. Sabe-se que tais dificuldades vão se transformando durante o processo, por essa razão, buscamos orientar nossa reflexão de forma contextualizada às condições do país de origem e destino.

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