{"id":8352,"date":"2017-07-17T15:57:00","date_gmt":"2017-07-17T18:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/csem.org.br\/2017\/07\/17\/fatores-de-risco-e-a-saude-mental-das-criancas-migrantes-e-refugiadas\/"},"modified":"2024-03-09T13:17:00","modified_gmt":"2024-03-09T16:17:00","slug":"fatores-de-risco-e-a-saude-mental-das-criancas-migrantes-e-refugiadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/fatores-de-risco-e-a-saude-mental-das-criancas-migrantes-e-refugiadas\/","title":{"rendered":"Fatores de risco e a sa\u00fade mental das crian\u00e7as migrantes e refugiadas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" style=\"margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; float: left;\" src=\"http:\/\/csem.org.br\/images\/idioma\/idi_bra.gif\" alt=\"idi bra\" width=\"24\" height=\"17\" title=\"\">A condi\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria refor\u00e7a a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade que as crian\u00e7as j\u00e1 enfrentavam no local de origem e, \u00e0 medida que os fatores de risco durante o processo de deslocamento se acumulam, mais cresce a probabilidade das crian\u00e7as de desenvolverem dist\u00farbios psicol\u00f3gicos<strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p><em>Revista Peregrino, edi\u00e7\u00e3o janeiro\/julho de 2017, n. 26 &#8211; Por Igor B. Cunha (equipe CSEM)<\/em><\/p>\n<p>Apesar das crian\u00e7as comporem menos de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o global, atualmente \u00e9 estimado que os menores em situa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio j\u00e1 chegam a ser cerca de metade de todos os refugiados no mundo. S\u00e3o 28 milh\u00f5es de crian\u00e7as, de acordo com um relat\u00f3rio da UNICEF de 2016, que foram deslocadas de forma for\u00e7ada por motivos de viol\u00eancia e conflitos internos e nas fronteiras, e outras milh\u00f5es a mais tiveram de migrar em busca de uma vida mais segura<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/sup>. A quest\u00e3o se torna mais sens\u00edvel quando elas migram sozinhas: apenas no M\u00e9xico, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes desacompanhados em tr\u00e2nsito aumentou 333% de 2013 a 2015<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria refor\u00e7a a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade que as crian\u00e7as j\u00e1 enfrentavam no local de origem e, \u00e0 medida que os fatores de risco durante o processo de deslocamento se acumulam, mais cresce a probabilidade das crian\u00e7as de desenvolverem dist\u00farbios psicol\u00f3gicos<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a><\/sup>. Al\u00e9m de serem provenientes de locais em conflito ou de comporem popula\u00e7\u00f5es em delicadas situa\u00e7\u00f5es sociais em seus pa\u00edses, as crian\u00e7as migrantes e refugiadas tamb\u00e9m precisam passar pelo processo de adapta\u00e7\u00e3o a um local com h\u00e1bitos e costumes diferentes \u2013 que muitas vezes n\u00e3o disp\u00f5e de pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o direcionadas a elas. Ademais, fatores como o pr\u00f3prio deslocamento for\u00e7ado, exposi\u00e7\u00e3o a diversas formas de viol\u00eancia e perdas de familiares devido \u00e0s formas prec\u00e1rias de deslocamento s\u00e3o igualmente causadores de abalos em suas sa\u00fades mentais<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a><\/sup>.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;Neste ano de 2017, al\u00e9m das crises pol\u00edticas e dos in\u00fameros conflitos ao redor do globo, \u00e9 evidente a crise de sa\u00fade mental infantil que alguns povos enfrentam devido a guerras e conflitos armados \u2013 aproximadamente 45% das crian\u00e7as refugiadas sob prote\u00e7\u00e3o do ACNUR vieram da S\u00edria, que vive uma guerra impiedosa h\u00e1 6 anos<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\">[5]<\/a><\/sup>, e tamb\u00e9m do Afeganist\u00e3o<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\">[6]<\/a><\/sup>, que vive conflitos internos h\u00e1 d\u00e9cadas. Os eventos traum\u00e1ticos que estes jovens e crian\u00e7as s\u00e3o for\u00e7adas a enfrentar influenciam suas percep\u00e7\u00f5es e expectativas pessoais, culminando em problemas emocionais, cognitivos e de desenvolvimento moral. \u00c9 um desafio encontrar solu\u00e7\u00f5es imediatas e pr\u00e1ticas \u00e0s crian\u00e7as que sofreram este tipo de trauma por tempo prolongado, como o caso das crian\u00e7as deslocadas e refugiadas<sup><a title=\"\" name=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\">[7]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>A garantia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o adequada, \u00e0 perman\u00eancia da crian\u00e7a junto aos familiares e ao suporte que estes e o resto da sociedade externa devem ter para com ela s\u00e3o fatores de aux\u00edlio b\u00e1sico e alcan\u00e7\u00e1veis diante dos impasses da migra\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio infantil. A como\u00e7\u00e3o que o tema levanta quando acompanhada de a\u00e7\u00f5es, principalmente por parte dos trabalhadores, volunt\u00e1rios e organiza\u00e7\u00f5es de contato direto com popula\u00e7\u00f5es migrantes e refugiadas visa um melhor processo de prote\u00e7\u00e3o e acompanhamento adequado \u00e0s crian\u00e7as no contexto desta crise profundamente humanit\u00e1ria. Conflitos como o da S\u00edria e Afeganist\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o esquecidos jamais pelas crian\u00e7as que os sofreram e a humanidade tem como papel fazer seus esfor\u00e7os para que tampouco sejam esquecidos em \u00e2mbito global, trabalhando pela perpetua\u00e7\u00e3o da paz e pela diminui\u00e7\u00e3o do sofrimento destas parcelas vulner\u00e1veis e inocentes.<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.scalabrinianas.org.br\/Novidades\/Revista-Peregrino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Peregrino n. 26<\/a><\/div>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> <\/sup><a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/media\/media_92725.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNICEF. Nearly 50 million children \u201cuprooted\u201d worldwide. <\/a>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a><\/sup> <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/mexico\/spanish\/17043.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNICEF. Ni\u00f1ez migrante: vidas en tr\u00e1nsito<\/a>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a><\/sup> FAZEL, M. Stein A. The mental health of refugee children<em> apud<\/em> GARMEZY, N; MASTEN, AS. Chronic adversities. In: Rutter M, Taylor EA, Hersov LA, (eds.). <em>Child and adolescent psychiatry<\/em>: modern approaches. Oxford: Blackwell Scientific, 1994:191\u2013208.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a><\/sup> <em>Idem<\/em>. The mental health of refugee children. Arch Dis Child 2002;87:366-70<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a><\/sup> <a href=\"http:\/\/www.savethechildren.org.uk\/2017-03\/syrian-children-face-growing-mental-health-crisis-new-report-reveals.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SAVE THE CHILDREN. Syrian children face growing mental health crisis.<\/a>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a><\/sup> <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/media\/media_92725.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNICEF. Nearly 50 million\u2026 <\/a><em><a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/media\/media_92725.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNICEF. Nearly 50 million\u2026 Op. cit<\/a>.<\/em>&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><sup><a title=\"\" name=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a><\/sup> FAZEL, M. Stein A. <em>Op. cit.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La condizione migratoria rafforza la situazione di vulnerabilit\u00e0 che i bambini gi\u00e0 affrontavano nel loro luogo d'origine e, con l'accumularsi dei fattori di rischio durante il processo di spostamento, aumenta la probabilit\u00e0 che i bambini sviluppino disturbi psicologici.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-8352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8352\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}