{"id":26344,"date":"2026-01-16T13:34:03","date_gmt":"2026-01-16T16:34:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.csem.org.br\/?post_type=csem_em_foco&#038;p=26344"},"modified":"2026-01-19T23:27:11","modified_gmt":"2026-01-20T02:27:11","slug":"como-podemos-pensar-a-saude-mental-para-pessoas-migrantes-refugiadas-e-apatridas","status":"publish","type":"csem_em_foco","link":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/csem_em_foco\/como-podemos-pensar-a-saude-mental-para-pessoas-migrantes-refugiadas-e-apatridas\/","title":{"rendered":"Como podemos pensar a sa\u00fade mental para pessoas migrantes, refugiadas e ap\u00e1tridas?"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<p>Janeiro Branco<sup>1<\/sup> \u00e9 uma campanha nacional brasileira de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade mental que iniciou-se em 2014 como um movimento social e cultural e hoje mobiliza pessoas ao redor de todo o mundo. Fundada a fim de ampliar o debate coletivo e a reflex\u00e3o individual, a pauta se torna ainda mais urgente no per\u00edodo atual de p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>O presente texto tem por objetivo debater o cuidado com a sa\u00fade mental das pessoas migrantes, refugiadas e ap\u00e1tridas e levantar questionamentos pertinentes ao tema. Ao trazer o foco da discuss\u00e3o para a import\u00e2ncia do preparo do pa\u00eds de acolhida para receber as pessoas em mobilidade, n\u00e3o se pretende questionar a import\u00e2ncia da disponibilidade dos servi\u00e7os de atendimento \u00e0 sa\u00fade mental, mas entender melhor a multidimensionalidade da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a psicologia, o ato de migrar gera inevitavelmente uma s\u00e9rie de rupturas (LECHNER, 2007. <em>apud<\/em>. DANTAS, 2016). Ruptura do indiv\u00edduo com sua cultura, sua comunidade, seus planos e projetos de vida. A situa\u00e7\u00e3o como um todo gera medos, incertezas, inseguran\u00e7as, principalmente para quem passou por um deslocamento for\u00e7ado. Ao migrar, a pessoa acaba em um entre-lugar (BHABHA, 1994), tanto se permanece no pa\u00eds de acolhida quanto se segue viagem ou se regressa ao pa\u00eds de origem. Lidar com tantas dores, por vezes, causa uma sensa\u00e7\u00e3o de desconex\u00e3o e pode acarretar num sentimento de falta de pertencimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, reduzir a experi\u00eancia da pessoa migrante, refugiada ou ap\u00e1trida \u00e0s suas dores, dificuldades e sofrimentos ps\u00edquicos \u00e9 desumanizante. \u00c9 coloc\u00e1-la mais uma vez como v\u00edtima, o que, por si s\u00f3, \u00e9 um ato violento; por\u00e9m uma pr\u00e1tica anda comum nos servi\u00e7os de atendimento \u00e0 sa\u00fade mental. Ap\u00f3s passar por tal ruptura, o indiv\u00edduo precisa dar in\u00edcio a uma nova jornada para criar um novo v\u00ednculo com sua identidade (MARTINS-BORGES, 2013, p. 158). A mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas geogr\u00e1fica. A migra\u00e7\u00e3o se torna uma camada a mais a ser considerada e requer, portanto, um olhar e forma\u00e7\u00e3o espec\u00edficos que embasem protocolos de atendimento para a popula\u00e7\u00e3o em mobilidade, para al\u00e9m de uma sensibilidade pessoal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da etnopsiquiatria por autores como Tobie Nathan (1986; 1998) e Maire-Roso Moro (1998), entende-se que a cultura seja a ponte que conecta os sentidos e representa\u00e7\u00f5es internas do indiv\u00edduo ao mundo externo. \u00c9 a cultura que permite o indiv\u00edduo se sentir seguro para lidar com as dificuldades que enfrenta no dia a dia, \u00e9 ela que ajuda cada um a processar e entender suas sensa\u00e7\u00f5es. Para al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o mundo, precisamos da cultura para compreender outro ponto essencial de nossa discuss\u00e3o: seu papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o dos conceitos de sa\u00fade, doen\u00e7as e emo\u00e7\u00f5es, uma vez que s\u00e3o constru\u00eddos socialmente e variam de acordo com tempo e espa\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, segundo os autores, a cultura se torna indispens\u00e1vel para duas coisas: para o indiv\u00edduo significar suas viv\u00eancias e o mundo ao seu redor e para que se possa compreender o significado de sa\u00fade. Deste modo, para analisar o contexto da pessoa migrante deve se considerar a cultura do seu pa\u00eds de origem e a cultura do pa\u00eds de acolhida, com olhar atento para n\u00e3o patologizar sintomas do choque cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Simplifica\u00e7\u00f5es excessivas induzem ao erro: ao passo que a dor e o luto gerados n\u00e3o devem ser ignorados, \u00e9 importante destacar que n\u00e3o se deve tratar a experi\u00eancia migrat\u00f3ria como intrinsecamente traumatizante. Essa associa\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria da pessoa migrante ao trauma e ao Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico cai dentro de uma l\u00f3gica patologizanre que aloca a migra\u00e7\u00e3o como objeto de tratamento m\u00e9dico e ignora os fatores sociais e pol\u00edticos envolvidos. Afinal, n\u00e3o se pode assumir que o sofrimento ps\u00edquico experienciado pela pessoa migrante se transformar\u00e1 em trauma, nem toda dor configura um quadro cl\u00ednico (MARTINELLO, MATSUE e LUTINSKI, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, impor um entendimento \u00fanico sobre a sa\u00fade \u2014 e o que \u00e9 considerado doen\u00e7a \u2014 como verdade absoluta e objetiva, sem abarcar a pluralidade de conhecimento na \u00e1rea de outras culturas, perpetua uma l\u00f3gica colonial sobre a pessoa migrante, que v\u00ea sua voz silenciada quando n\u00e3o se escuta seu entendimento a respeito de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o (<em>idem<\/em>). Os profissionais assumem uma posi\u00e7\u00e3o de detentores de um conhecimento inquestion\u00e1vel, e os migrantes t\u00eam sua ag\u00eancia negligenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para a lingu\u00edstica, a barreira da l\u00edngua \u00e9 outro fator corroborante para a dificuldade na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade. O idioma molda nossa vis\u00e3o de mundo na mesma medida em que nossa vis\u00e3o de mundo molda o idioma. Ela \u00e9 um dos componentes base da cultura e, portanto, da forma\u00e7\u00e3o de identidade tamb\u00e9m. N\u00e3o poder se comunicar na sua l\u00edngua materna pode gerar uma frustra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o conseguir se expressar de acordo com os pr\u00f3prios sentimentos. No contexto da migra\u00e7\u00e3o, a barreira lingu\u00edstica refor\u00e7a ainda mais as rela\u00e7\u00f5es de poder entre quem \u201cacolhe\u201d e quem \u00e9 \u201cacolhido\u201d. Faz-se necess\u00e1ria a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas lingu\u00edsticas que garantam a presen\u00e7a de mediadores culturais e lingu\u00edsticos (int\u00e9rpretes) durante os atendimentos \u00e0 pessoa migrante; para que se sinta acolhida, ouvida e entendida quando busca os servi\u00e7os e, assim, possa utilizar sua l\u00edngua materna se desejar, diminuindo a desigualdade na hierarquia de quem pode falar. Esta pr\u00e1tica tamb\u00e9m evita ru\u00eddos na comunica\u00e7\u00e3o \u2014 o que pode levar a erros diagn\u00f3sticos e de tratamento (OLIVEIRA, e SILVA, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Tais fatores refor\u00e7am que n\u00e3o se pode transferir para o indiv\u00edduo migrante a responsabilidade de \u201cintegra\u00e7\u00e3o\u201d \u00e0 comunidade, promover as condi\u00e7\u00f5es de acesso deve ser um trabalho coletivo da sociedade e institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds de acolhida. Ademais, a migra\u00e7\u00e3o enquanto fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 individual, est\u00e1 ligada a estruturas sociais \u2014 tanto do pa\u00eds de origem quanto de acolhida \u2014, que precisam ser levadas em conta para se entender o contexto de cada migrante. Esta n\u00e3o deve ser uma considera\u00e7\u00e3o levantada apenas pelos profissionais de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m nos estudos acerca da sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o migrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Se por um lado \u00e9 importante conscientizar os profissionais da import\u00e2ncia da cultura para a forma\u00e7\u00e3o de identidade; por outro, \u00e9 preciso tomar consci\u00eancia dos perigos de se generalizar a viv\u00eancia migrante a fim de, s\u00f3 ent\u00e3o, partir para uma an\u00e1lise mais aprofundada e sens\u00edvel de cada caso, levando em conta as nuances envolvidas em cada processo migrat\u00f3rio. Por mais que algumas experi\u00eancias dos migrantes sejam compartilhadas \u2014 principalmente para grupos que v\u00eam de um mesmo lugar ou que seguiram a mesma rota migrat\u00f3ria \u2014, as hist\u00f3rias, trajet\u00f3rias, vontades, e at\u00e9 os medos s\u00e3o particulares. Deve-se entender a popula\u00e7\u00e3o migrante como um grupo a fim de estudos e pol\u00edticas p\u00fablicas, sempre com o cuidado de n\u00e3o homogeneizar suas viv\u00eancias e trat\u00e1-las como fonte de sofrimento. A tend\u00eancia a tratar os migrantes, em especial refugiados e ap\u00e1tridas, como v\u00edtimas de seu deslocamento deixa passar uma quest\u00e3o chave para qualquer tratamento: a diversidade de suas experi\u00eancias e do modo de lidar com cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, existe a expectativa por parte dos servi\u00e7os de atendimento ao migrante de que a pessoa em mobilidade procure apoio psicol\u00f3gico para lidar especificamente com traumas passados, que se assume estarem relacionados ao pr\u00e9-deslocamento e \u00e0 trajet\u00f3ria percorrida. Outra vez, associa-se de maneira equivocada migra\u00e7\u00e3o como sin\u00f4nimo de trauma, como se todo migrante fosse necessariamente traumatizado e seu sofrimento se encerrasse instantaneamente ao chegar no pa\u00eds de acolhida. Nem sempre se considera a ag\u00eancia do migrante quanto ao que ele quer tratar, nem se pensa na possibilidade de tratar de quest\u00f5es presentes \u2014 como, por exemplo, as dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds de acolhida, opress\u00f5es enfrentadas nesse novo contexto, bem como a falta de suporte para se ter acesso pleno a condi\u00e7\u00f5es dignas de vida. A falta de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e a barreira lingu\u00edstica s\u00e3o quest\u00f5es bem mais imediatas em suas vidas e costumam ser t\u00f3picos levantados com frequ\u00eancia pelas pessoas migrantes frente a questionamentos sobre as dificuldades enfrentadas por eles no pa\u00eds de acolhida, assim como a discrimina\u00e7\u00e3o pelos marcadores sociais que atravessam cada pessoa migrante. Afinal, n\u00e3o se pode falar de uma \u00fanica viv\u00eancia migrante, quest\u00f5es como ra\u00e7a, g\u00eanero e religi\u00e3o atravessam a vida dessas pessoas e n\u00e3o podem ser esquecidas ao se pensar na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade local (PEREIRA, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de ser uma das consequ\u00eancias da medicaliza\u00e7\u00e3o, o diagn\u00f3stico do trauma tamb\u00e9m pode ser um recurso usado de maneira regulat\u00f3ria por parte do Estado, tendo em vista as pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio do pa\u00eds de acolhida. Em muitos casos, o aceite do pedido de ref\u00fagio est\u00e1 diretamente ligado a este diagn\u00f3stico (FASSIN e D\u2019HALLUIN 2007, <em>apud <\/em>MARTINELLO, MATSUE e LUTINSKI, 2024),&nbsp; Ou seja, sem trauma, a pessoa \u00e9 considerada inapta para a concess\u00e3o do ref\u00fagio. Assim, o sistema de sa\u00fade deixa de exercer a fun\u00e7\u00e3o de tratar e acolher e passa a ser respons\u00e1vel por legitimar tais pol\u00edticas migrat\u00f3rias restritivas; e o diagn\u00f3stico passa a cumprir o papel de (in)valida\u00e7\u00e3o do sofrimento (MARTINELLO, MATSUE e LUTINSKI, 2024). Migra\u00e7\u00e3o \u00e9 direito humano e n\u00e3o deve ser regulada com base em sofrimento, que por sua vez tem sido medido por uma r\u00e9gua colonial para julgar qual dor \u00e9 grande ou leg\u00edtima o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O apoio psicol\u00f3gico \u00e0 pessoa em mobilidade n\u00e3o pode depender apenas da procura individual de servi\u00e7os de sa\u00fade mental. \u00c9 preciso um olhar cr\u00edtico do pa\u00eds de acolhida para que se entenda a rela\u00e7\u00e3o de poder estabelecida a partir dessa situa\u00e7\u00e3o e, ent\u00e3o, repensar os procedimentos vigentes. Acolher verdadeiramente o migrante e investir em sua sa\u00fade mental envolve reconhecer as estruturas de opress\u00e3o presentes, e em sua maioria ignoradas. Tamb\u00e9m envolve promover condi\u00e7\u00f5es de vida dignas, capacitar os profissionais para uma escuta atenta, questionar e combater essas estruturas de opress\u00e3o. E, por fim, \u00e9 primordial que a pessoa migrante seja colocada como protagonista \u2014 e n\u00e3o v\u00edtima \u2014 ao acessar os servi\u00e7os de sa\u00fade. Cada pessoa migrante precisa ter ag\u00eancia sobre como sua hist\u00f3ria \u00e9 contada e como sua dor \u00e9 entendida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;<br>1. No pr\u00f3prio site do Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco, \u00e9 poss\u00edvel conhecer mais sobre o projeto e acessar materiais sobre a campanha para ajudar na divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BHABHA, Homi K.<strong> The Location of Culture.<\/strong> Routledge, London and New York. 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>DANTAS, Sylvia. <strong>MIGRA\u00c7\u00c3O, PREVEN\u00c7\u00c3O EM SA\u00daDE MENTAL E REDE DIGITAL. <\/strong>Dossi\u00ea: Migra\u00e7\u00f5es, meios de comunica\u00e7\u00e3o e processos comunicacionais REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum. 24 (46) Jan-Apr 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/9CVRPWkKPJ6fsyccQGJrdkG\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/9CVRPWkKPJ6fsyccQGJrdkG\/?lang=pt<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FERREIRA, A. V. S.; LODETE, M. B.; BORGES, L. M.<strong> Recome\u00e7o: O sofrimento ps\u00edquico na imigra\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria e a pol\u00edtica de inclus\u00e3o nas universidades brasileiras. <\/strong>REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum. 29(63), 141-158. Sep-Dec 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco<\/strong>, 2026. Conte\u00fados sobre sa\u00fade mental e a campanha Janeiro Branco. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/janeirobranco.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/janeirobranco.org.br\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINELLO, E. C. C.; MATSUE, R. Y.; LUTINSKI, J. A. <strong>A medicaliza\u00e7\u00e3o no cuidado em sa\u00fade mental dos imigrantes internacionais: uma revis\u00e3o integrativa da literatura. <\/strong>REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum. 32 2024 Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/vYdDb793VH5sF97PGtx4FYq\/?format=html&amp;lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/vYdDb793VH5sF97PGtx4FYq\/?format=html&amp;lang=pt<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS BORGES, Lucienne. <strong>MIGRA\u00c7\u00c3O INVOLUNT\u00c1RIA COMO FATOR DE RISCO \u00c0 SA\u00daDE MENTAL <\/strong>Rev. Inter. Mob. Hum., Bras\u00edlia, Ano XXI, n. 40, p. 151-162, jan.\/jun. 2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/remhu.csem.org.br\/index.php\/remhu\/article\/view\/368\/327\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/remhu.csem.org.br\/index.php\/remhu\/article\/view\/368\/327<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MORO, Maire-Roso. <strong>Psychoth\u00e9rapie&nbsp; transculturelle&nbsp; de&nbsp; l\u2019enfant&nbsp; et&nbsp; de&nbsp; l\u2019adolescent.<\/strong> Paris: Dunod, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>NATHAN, Tobie. <strong>L\u2019influence qui gu\u00e9rit.<\/strong> Paris: \u00c9ditions Odile Jacob, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>NATHAN, Tobie. <strong>La Folie des autres. Trait\u00e9 d\u2019ethnopsychiatrie clinique.<\/strong> Paris: Dunod, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p>PEREIRA, Alexandre Branco. <strong>O ref\u00fagio do trauma. notas etnogr\u00e1ficas sobre trauma, racismo e temporalidades do sofrimento em um servi\u00e7o de sa\u00fade mental para refugiados. <\/strong>REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., 26(53), 79-97. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/5Djq7XVxwmWXMwMmVQB7SjQ\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/remhu\/a\/5Djq7XVxwmWXMwMmVQB7SjQ\/?lang=pt<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"featured_media":26345,"parent":0,"template":"","categories":[],"class_list":["post-26344","csem_em_foco","type-csem_em_foco","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/csem_em_foco\/26344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/csem_em_foco"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/types\/csem_em_foco"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.csem.org.br\/it\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}