Em sua edição nº 56, a Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, traz o dossiê “Experiências atuais de mobilidade, imobilidade e place-making de migrantes/refugiados(as) africanos(as) na América Latina” 

A REMHU (Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana), abre a chamada para o recebimento de artigos para o número 56, de agosto de 2019, que contará com o dossiê “Experiências atuais de mobilidade, imobilidade e place-making de migrantes/refugiados(as) africanos(as) na América Latina”. A data limite para a entrega dos artigos será 15 de abril de 2019. 

Há alguns anos, tem aumentado a presença e a circulação de migrantes da África Subsaariana na América Latina. Esta chamada de artigos visa recolher contribuições sobre as experiências de migrantes/refugiados(as) africanos(as) em diferentes contextos latino-americanos, focalizando, principalmente, suas modalidades de inserção local e (por vezes) temporária. Essa abordagem busca ir além da vitimização e criminalização desse grupo heterogêneo.  

Procuramos reunir contribuições para um dossiê, que tem como objetivo gerar novas perspectivas sobre a migração africana em um contexto global marcado por deslocamentos contínuos, tendências concomitantes de fortalecimento das fronteiras e manifestações locais de hospitalidade e hostilidade. 

Convidamos a nos enviar contribuições em espanhol, português, italiano ou inglês, que explorem, através de exemplos etnográficos, práticas, possibilidades e limitações do place-making (produção, construção de um lugar, de um espaço – LEMS, 2016), de migrantes/refugiados(as) africanos(as) presentes em diferentes contextos latino-americanos. Sugerimos valorizar o conceito de “regimes de mobilidade” (Glick Schiller e Salazar, 2012), que analisa a relação entre mobilidade e imobilidade, entre contextos locais e transnacionais, sem menosprezar as desigualdades que migrantes/refugiados(as) africanos(as) enfrentam em suas tentativas de se inserir e/ou continuar sua jornada através do continente. 

Abaixo, alguns temas que podem ser abordados no dossiê: 

  • Inserção de migrantes/refugiados(as) africanos(as) no mercado de trabalho local e suas relações sociais no local de trabalho; 

 

  • Atividades e redes de cunho religioso; 

 

  • Condições de moradia de migrantes/refugiados(as) e suas tentativas de “produção de um lugar” no país de chegada; 

 

  • Associações, mobilizações e protestos (transnacionais) de migrantes africanos(as); 

 

  • Redes de atendimento (formais e informais); 

 

  • O papel do gênero e da classe social no processo de “produção de um lugar”; 

 

  • Interações entre migrantes e refugiados(as) africanos(as) e o Estado, bem como as organizações não estatais; 

 

  • Trajetórias migratórias para e através do continente, particularmente no que diz respeito à alternância entre momentos de mobilidade e imobilidade; 

 

  • Recursos simbólicos da terra de origem como ferramentas “produção de um lugar”. 

 

Todos os artigos devem ser enviados diretamente pelo site da revista www.csem.org.br/remhu até o dia 15 de abril de 2019. Seu tamanho deve ser adequado entre 35 e 45 mil caracteres, com espaço, incluindo o abstract e 3/5 palavras chave em inglês. Todos os manuscritos submetidos à revista serão avaliados por dois ou mais referees anônimos, sendo o sigilo garantido em todo o processo de revisão. 

As normas bibliográficas e outras informações podem ser encontradas no REMHU (www.csem.org.br/remhu) site ou o site SciELO (www.scielo.br/remhu). Para mais informações, contate remhu@csem.org.br. 

Além do dossiê, a revista REMHU inclui também uma Seção Artigos referente a qualquer assunto relacionado com as migrações nacionais e internacionais: trabalhos para esta seção podem ser submetidos para avaliação.
 

Lembramos que a REMHU é indexada a SciELO Brasil, Redalyc, DOAJ, Clase, Latindex, com classificação Qualis A2.

Referências bibliográficas: 

Nina Glick Schiller and Noel B. Salazar. Regimes of Mobility Across the Globe. Journal of Ethnic and Migration Studies, 2012, p. 1-18. 

Lems, Annika. Placing Displacement: Place-making in a World of Movement. Ethnos, 2016, 81:2, p. 315-337.