19 de julho de 2018

“Sou padre e fui visitar um amigo que mora em Madri e também é padre. Chegando na imigração, fui pego de surpresa. Me mandaram para uma sala onde permaneci por cinco horas sem saber o que estava acontecendo ou o que iria ainda acontecer.
Depois disso nos levaram para um outro lugar, com camas e banheiro, onde encontrei outros dez brasileiros. Lá fomos tratados como animais… humilhados… Neste lugar, mais dez horas de espera.
Tiraram todos os meus pertences. Me deixaram sem nada e, para piorar, pegaram minha túnica e estola (roupas necessárias para celebrar a santa missa) e perguntaram se era fantasia de carnaval.
Todas as minhas tentativas em dialogar foram frustradas, pois ninguém nos dava atenção… éramos ignorados o tempo todo. […] Depois de ser entrevistado por policiais, resolveram mandar todos de volta para o Brasil. Mais humilhação. Fui tratado como um bandido, colocado dentro de uma viatura da polícia e me levaram para dentro do avião escoltado. Me senti o pior dos seres humanos”.

Roberto Marinucci

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