20 de julho de 2018

“Migrações, religiões e violência” – Resenha n° 98 – 1° trimestre de 2015 – Roberto Marinucci

A questão religiosa tornou-se novamente objeto de amplos e acirrados debates em nível mundial devido aos recentes atentados contra o Charlie Hebdo na França, à violência do Estado Islâmico, à perseguição de minorias religiosas em vários países, aos crimes cometidos na Nigéria pelo Boko Haram, entre outros fatores.

Em todos esses casos parece haver um estrito nexo entre religião e violência. De forma específica, boa parte das manchetes e dos artigos dos jornais do mundo ocidental enfatiza a crescente difusão do assim chamado “fundamentalismo islâmico”, bem como da relação entre a religião muçulmana e o “terrorismo internacional”.

O binômio terrorismo/islã acaba envolvendo também a questão migratória. A suposta violência do islã está se difundindo pelo mundo mediante as migrações internacionais? Há quem acredita num lento processo de islamização da Europa, conforme a “profecia” atribuída a Kadafi: “há sinais de que Alá garantirá a vitória ao Islã na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou de bombas homicidas. Os mais de 50 milhões de muçulmanos da Europa a transformarão num continente islâmico em poucas décadas”.

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