20 de julho de 2018

O artigo Espaços fronteiriços na América do Sul: desafios e oportunidades para a pastoral da mobilidade humana, da autora Carmem Lussi, foi apresentado no Encontro de Fronteiras do Grupo Missionário do EISAL, realizado em Curitiba, nos dias 8 e 9 de outubro de 2015.

Comunidades ou instituições que atuam em áreas de fronteira reconhecem uma complexidade no entendimento da realidade fronteiriça e dos respectivos sujeitos que vai muito além das referências a um lugar físico. Trata-se de uma concepção interdisciplinar que os termos ‘espaços fronteiriços’ traduzem melhor do que o termo tradicional fixo de ‘fronteiras’, entendidas como uma referência a fronteiras geopolíticas.

A intensificação dos fluxos migratórios e o aumento dos casos de mortes e até de tragédias humanitárias em diferentes fronteiras na atualidade interpelam a Igreja e sua responsabilidade sobre a sorte dos povos em mobilidade. As fronteiras físicas e as regiões confinantes ou relacionadas às fronteiras físicas se apresentam como lugares privilegiados para o encontro ou para o abandono, para o cuidado ou para a discriminação, para a vida ou para a morte. Para o testemunho da fé ou para o descrédito da religião e das comunidades que se identificam pela sua relação com alguma forma do religioso e do divino.

Assim, os espaços fronteiriços são campos especiais para atores e instituições que trazem, em seus genes e na sua experiência eclesial, a marca do carisma de Scalabrini, que assume como prioritário o amor de Deus pelos seus filhos em mobilidade.

O texto recolhe algumas reflexões para esclarecer o que o discurso precisa incluir, quando quer pensar pastoralmente os espaços fronteiriços, e propõe algumas abordagens para a interpretação do desafio socioeclesial que as fronteiras apresentam atualmente, no contexto sul americano.

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