19 de julho de 2018

“As religiões a serviço da dignidade dos migrantes” – Editorial da Resenha nº 94 – 1º trimestre de 2014 – Roberto Marinucci

Após o dia 11 de setembro de 2001, a reflexão acadêmica sobre “religião e migração” esteve relacionada com o foco da segurança nacional: a imigração é um caminho de difusão da violência do fundamentalismo religioso? A questão da “segurança” era entendida não apenas como enfrentamento ao terrorismo, mas também como preservação da identidade moderna ocidental. As teorias sobre supostos “choques de civilizações” (HUNTINGTON, 1997) marcaram esse amplo debate.

Neste contexto espalhou-se uma ampla desconfiança em relação ao modelo de integração multiculturalista, que teve sua difusão nas décadas de 70 e 80 do século passado, num contexto em que o reconhecimento da diversidade representava uma clara denúncia contra o autoritarismo do regime soviético, mas também uma inevitável reivindicação identitária das minorias étnicas e migratórias presentes de forma cada vez mais estável, integrada e organizada, principalmente, na América do Norte e na Europa (GOMARASCA, 2012).

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