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Quatro mulheres deixam o Haiti para encontrar em Jaraguá do Sul chance de recomeçar a vida

Estrangeiras viajaram por países da América Latina para chegar até SC, onde foram contratadas por um hotel 

Uma oportunidade para recomeçar. Com esse pensamento e disposição para trabalhar, quatro mulheres deixaram seus países para encontrar em Jaraguá do Sul a chance que poderá mudar suas vidas. Yuidyris Feliz Feliz, 33 anos, e Overny Guzman Rodrigues, 28, vieram da República Dominicana, e Evinia Dominique, 50, e Mercedes Calixte, 29, saíram do Haiti, em maio e depois de longa viagem chegaram a Jaraguá do Sul.

Em comum entre elas, o fato de seus países terem sidos atingidos por um terremoto, em 2010, e a vontade de recomeçar a vida. Elas se conheceram apenas no Brasil, onde trabalham como camareiras no hotel Vale das Pedras, no Ribeirão das Pedras. Overny conta que vendeu a casa onde morava na República Dominicana para poder chegar ao Brasil. Entre os países que elas tiveram de atravessar, pagando suborno e correndo o risco de serem violentadas, estavam o Panamá, Peru e Equador.

A porta de entrada para o Brasil foi a cidade de Brasileia, no Acre, onde existe um galpão que recebe os refugiados. No local funciona um posto do Serviço Nacional de Emprego (Sine), onde conseguiram emitir a Carteira de Trabalho e esperaram por uma oportunidade. Cada uma delas gastou em média US$ 3 mil.

— Eu trabalhava em uma empresa de roupas. Depois me dediquei aos meus filhos e quando busquei emprego de novo não encontrei. Vendi minha casa para estar aqui — relata Overny, que tem quatro crianças, que ficaram com os avós maternos.

Nesses países 60% da população vive abaixo da linha de pobreza e Overny diz que usará o dinheiro para sustentar os filhos, mas também se preocupa com o futuro.
A gerente operacional do Vale das Pedras, Aline Gonçalves, conta que o hotel ficou sabendo da possibilidade de empregar imigrantes em reportagens e por meio de outras empresas. A ideia foi amadurecendo e este ano a direção do hotel junto com uma psicóloga viajaram para o Acre.

Elas começaram a trabalhar no começo do mês, mas ainda estão em processo de adaptação e recebem orientação psicológica, além do salário, alojamento e alimentação. Além das quatro mulheres outras empresas de Jaraguá do Sul e região também já contrataram estrangeiros, como é o caso da Mauriglass Vidros e da KS Embalagens.

Fonte: Diário Catarinense - 18.07.2013

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